PF avança sobre conexões de Vorcaro e torna delação ‘desinteressante’ para investigação
Operação recente demonstra que a PF conseguiu mapear o fluxo de influência do ex-banqueiro sem depender de confissões
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A recente operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência do publicitário Thiago Miranda trouxe um forte recado aos bastidores do poder na capital federal: a possibilidade de um acordo de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro foi definitivamente enterrada.
A investida contra Thiago Miranda, figura conhecida no mercado de comunicação e trânsito político, demonstra que a PF conseguiu mapear o fluxo de influência e as conexões do caso de forma autônoma, sem depender de confissões voluntárias.
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Fontes ligadas à investigação apontam que o cruzamento de dados bancários, quebras de sigilo telemático e materiais apreendidos em fases anteriores forneceram uma linha do tempo detalhada, tornando qualquer proposta de colaboração por parte de Daniel Vorcaro desinteressante.
Delações recusadas
Anteriormente, o acordo já foi negado duas vezes pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República). No fim de junho, um advogado de Vorcaro abordou pessoalmente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tentou nova delação, mas foi ignorado.
Com o avanço técnico das apurações, o cerco se fecha. O recado implícito na ação é que, quando a polícia descobre tudo por conta própria, o valor de mercado de uma delação cai a zero.
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