Quem é o empresário Thiago Miranda, alvo de operação da PF sobre o Master
Investigações indicam que o publicitário teria mantido conversas e encontros com Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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O publicitário Thiago Miranda, ex-sócio de Leo Dias e dono de uma agência suspeita de contratar influenciadores para realizar ataques ao BC (Banco Central) e ações contra jornalistas, foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) na quinta-feira (9).
A investigação da PF aponta Miranda como intermediário entre o dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, e a ação dos influenciadores contra o BC após a liquidação da instituição bancária. A defesa nega qualquer ilegalidade.
O publicitário foi o responsável por apresentar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro no final de 2024 e atuou diretamente na intermediação dos pagamentos do banqueiro a um fundo nos Estados Unidos que seria usado para patrocínio do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Diálogos obtidos pela PF no celular de Miranda haviam indicado que o publicitário marcou encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro e fez cobranças ao banqueiro por pagamentos atrasados. Esses diálogos já estavam sob posse da PF, por meio do celular apreendido de Vorcaro.
De acordo com pessoas próximas a Miranda, ele já mantinha boa relação com Flávio há muito tempo. O publicitário disse à PF ter conhecido Vorcaro mais recentemente, por meio de um empresário de Minas Gerais, durante negociações para venda de participação no portal Leo Dias, do qual Miranda era sócio.
O que diz a defesa de Thiago Miranda
Em nota assinada pelo advogado Rafael Martins, a defesa de Thiago Miranda negou que ele tenha participado de ilegalidades. Veja a íntegra da manifestação:
“Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje [quinta-feira, 9], a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte.
Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.
A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta.
Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.”
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