A nova alternativa do agro para renegociar dívidas de produtores rurais
Sugestão à MP proposta pelo governo prevê novas referências de juros e teto de dívida a R$ 10 milhões
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Parlamentares ligados ao agronegócio redigiram uma lista de sugestões à Fazenda para a medida provisória que está sendo elaborada pelo governo para a renegociação de dívidas de produtores rurais.
A versão apresenta a sugestão de novos pontos frente à proposta apresentada pelo ministro Dario Durigan, da Fazenda, e será apresentada ainda nesta terça-feira (7). O governo prometeu o reajuste de dividas via MP, que permite início imediato.
O texto elaborado pelo agro quer manter a renegociação por um prazo de dez anos e dois de carência. O período é maior do que os oito anos propostos pelo governo. As sugestões serão levadas ainda hoje.
O agro também sugere um patamar mais reduzido de juros, com 5% de taxa para produtores que tenham sido afetados pela seca por situações de estiagem. A avaliação é de que essa faixa mais reduzida alcance 200 mil produtores do Rio Grande do Sul. São propostas ainda duas alternativas, de 7% e 9%, a serem avaliados caso a caso.
O texto ainda prevê que o teto de renegociação de dívida é de R$ 10 milhões, ampliando a margem entre R$ 4 milhões a R$ 8 milhões proposta pelo governo. Os pontos serão apresentados à Fazenda ainda nesta terça.
Segundo apurou o R7 Planalto, a MP é considerada a única alternativa para renegociação de dívidas, pela falta de calendário para aprovação do texto via projeto de lei.
O início imediato foi avaliado positivamente, por abrir margem para que produtores que renegociarem débitos com instituições financeiras ainda possam aderir o Plano Safra 2026-2027, anunciado pelo governo no começo de julho.
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