A preocupação da campanha de Lula com uso de Inteligência Artificial em ataques digitais
Ao menos um terço das representações protocoladas na Justiça tratam do uso da tecnologia; perfis como Dona Maria preocupam
R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window e Amanda Almeida, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A disseminação de conteúdos manipulados, vídeos adulterados e peças produzidas com uso de inteligência artificial se tornou uma das principais dores de cabeça da equipe jurídica e de comunicação do presidente Lula.
Até agora, ao menos um terço das representações protocoladas pelos advogados de Lula na Justiça Eleitoral trata do uso considerado irregular ou enganoso de ferramentas de inteligência artificial. Os casos envolvem, sobretudo, conteúdos potencialmente capazes de induzir eleitores ao erro, com montagens, dublagens artificiais e peças de desinformação disseminadas em alta velocidade nas redes.
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A escalada desse tipo de conteúdo foi levada em consideração no monitoramento digital nas campanhas. A equipe de Lula estruturou sistemas de vigilância permanente das redes sociais, operando 24 horas por dia para rastrear publicações, identificar tendências, mapear ataques coordenados e reagir rapidamente a conteúdos considerados problemáticos.
O monitoramento não se restringe às postagens oficiais dos adversários. As equipes também acompanham influenciadores, parlamentares, perfis de militância e grupos de disseminação de conteúdo, numa tentativa de detectar narrativas antes que ganhem tração orgânica. A avaliação entre estrategistas é que, em 2026, o tempo de resposta a uma crise digital pode definir o impacto eleitoral de um episódio.
A preocupação já se reflete nos números. A cerca de um mês do início formal da campanha, partidos e candidatos já acionaram o Tribunal Superior Eleitoral mais vezes do que em toda a disputa presidencial de 2022.
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