Em meio à Copa, ministério estuda plataforma de combate à manipulação de resultados
Ministério do Esporte pediu adesão à Convenção de Macolin e precisa de mecanismo de análise de dados; entenda
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O Ministério do Esporte está construindo uma plataforma nacional de combate à manipulação de resultados. A medida é um requisito para a entrada do Brasil na Convenção de Macolin (Convenção do Conselho da Europa sobre a Manipulação de Competições Esportivas), o principal tratado internacional sobre o tema.
A pasta entrou com pedido de adesão ainda no ano passado e recebeu aceito formal do Comitê da Convenção. “O Brasil consolida-se como a única nação da América do Sul a possuir esse reconhecimento formal, o que evidencia o compromisso do Estado brasileiro com a adoção dos mais elevados padrões internacionais de integridade esportiva”, diz nota recebida pela reportagem.
Ao R7 Planalto, a pasta explicou que a plataforma “permitirá cruzar dados de mercado de forma instantânea e autônoma, fortalecendo a identificação de flutuações atípicas e a prevenção de fraudes”.
“Complementarmente, encontra-se em fase de implementação uma Sala de Situação destinada ao monitoramento contínuo e em tempo real do mercado de apostas, com o objetivo de ampliar a capacidade de detecção de padrões suspeitos, subsidiar a atuação dos órgãos competentes e fortalecer as medidas de proteção à integridade das competições esportivas”, disse.
O Ministério defende que a medida é fundamental porque além dos danos financeiros causados pelas fraudes, isso marca os patrocinadores privados de grande porte que evitam se associar as modalidades, atletas ou clubes sob suspeição de fraude, “gerando potenciais quebras de contratos de patrocínio e desvalorização dos direitos de transmissão, o que prejudica severamente a sustentabilidade de todo o ecossistema esportivo”.
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