Governo não descarta tentativas de intervenção de Trump nas eleições
Palácio do Planalto avalia riscos de interferência dos EUA através das redes sociais e big techs
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O governo brasileiro não descarta que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, adote mais medidas de intervenção nas eleições brasileiras. A avaliação de interlocutores próximos ao presidente Lula é que desde o ano passado, com a imposição de tarifas, cancelamento de vistos, Lei Magnitsky a postura do país norte-americano é de minar a gestão do terceiro mandato do petista.
Este ano a situação se agravou com mais tarifas e o caso do rebaixamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington Maria Luiza Ribeiro Viotti. O Palácio do Planalto avalia que os riscos, contudo, estão nas ações indiretas e que não podem ser monitoradas. Neste campo, o medo de interferência cai principalmente pelas redes sociais e big techs.
Para pessoas próximas do presidente e da campanha da reeleição, uma possível vitória ou derrota do presidente Lula mexeria com o tabuleiro político na América Latina, influenciando por exemplo, eleições na Argentina, com a tentativa de reeleição de Javier Milei. Daí o interesse dos Estados Unidos no pleito brasileiro: o impacto que isso pode gerar nos demais países da América Latina.
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