Governo acumula MPs paradas no Congresso em meio a ofensiva para conter pautas-bomba
Há 15 medidas provisórias que ainda aguardam a instalação de comissão mista, etapa necessária para o início formal da tramitação
R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília
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Além da tentativa de desarmar as chamadas pautas-bomba de fim de semestre no Congresso e de avançar com a PEC que reduz a jornada de trabalho no modelo 6x1, o governo Lula também enfrenta outro gargalo legislativo: uma fila de medidas provisórias cuja tramitação sequer começou.
Na lista, há 15 medidas provisórias que ainda aguardam a instalação de comissão mista, etapa necessária para o início formal da tramitação no Congresso. Algumas delas estão a poucos dias de perder validade.
Entre as mais urgentes está a MP 1338/2026, que prevê apoio financeiro às famílias atingidas por eventos climáticos extremos na Zona da Mata de Minas Gerais. A medida perde validade em 3 de julho, mesmo prazo da MP 1337/2026, voltada ao financiamento do setor produtivo afetado por eventos climáticos extremos registrados entre fevereiro e março deste ano.
Também se aproxima do vencimento a MP 1340/2026, que trata da subvenção ao diesel rodoviário e do imposto de exportação sobre petróleo, com prazo final em 9 de julho.
A articulação para instalação das comissões mistas é conduzida pelo líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Nas últimas semanas, porém, Randolfe concentrou esforços nas negociações sobre vetos presidenciais para a sessão do Congresso, além de administrar sua tentativa de reeleição no Amapá.
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