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Guerra no Irã coloca pressão no governo por avanço em armazenamento de energia

Entidades do setor afirmam que regulação da prática pode gerar economia de 50% do valor gasto hoje para acionar termelétricas

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra entre os EUA e o Irã pressiona o governo brasileiro a acelerar a adoção de tecnologias de armazenamento de energia.
  • A Absae propõe que a regulamentação do armazenamento pode reduzir em até 50% os custos atuais com termelétricas.
  • Atualmente, a falta de regulamentação limita investimentos e a capacidade de resposta do sistema elétrico brasileiro.
  • O Ministério de Minas e Energia deve publicar um edital sobre o tema, mas ainda não houve retorno sobre os avanços nas tratativas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entidades a favor do armazenamento falam em reduzir 50% do valor gasto hoje pelo governo Reprodução/MME - arquivo

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã, além dos riscos de aumento no combustível, também é usada por setores para cobrar do governo brasileiro a urgência por adotar tecnologias de armazenamento de energia. Quem lidera o debate hoje é a Absae (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia) que nesta quinta-feira (23) faz mesa redonda com especialistas para debater o tema.

O debate veio à tona depois do movimento do governo para antecipar a contratação de gás para térmicas por conta dos riscos do conflito. A avaliação da Associação, contudo, é que o Brasil precisa avançar em soluções estruturais.

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“O fato de o governo já estar antecipando medidas para garantir combustível para térmicas mostra que estamos, sim, diante de um cenário de risco. O problema é que seguimos atrasando soluções estruturais que poderiam reduzir essa dependência”, avalia o diretor-executivo da Absae, Fábio Lima.

Hoje, o principal entrave é a demora na regulação do armazenamento de energia, que segundo a entidade trava investimento e limita a capacidade de resposta do sistema. Em entrevista ao R7 Planalto, Fábio explicou que o Ministério de Minas e Energia está para publicar um edital sobre o tema.

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“O sistema brasileiro usa as termelétricas como fonte de segurança. Com a crise do Oriente Médio, o preço do gás está disparando e uma alternativa a isso são as baterias”, defendeu.

Segundo Fábio, o que ocorre é que durante a manhã, por exemplo, a produção de energia brasileira é maior do que a demandada pelos consumidores, no entanto, sem uma rede de armazenamento, essa energia não é guardada e se perde. Durante a noite, por outro lado, há um pico de consumo quando a população chega em casa, o que obriga o governo a acionar termelétricas para garantir a oferta de energia elétrica em várias regiões do país.

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“O armazenamento de energia ele vem como solução consolidada e tem ganhado espaço no Brasil, mas depende de decisão do governo e de medidas regulatórias. Temos hoje um excesso de capacidade de geração de energia”, afirma.

De acordo com o diretor-executivo da Absae, com uma rede de armazenamento o governo poderia economizar em até 50% o valor gasto hoje com o acionamento de termelétricas.

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A coluna entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia para entender em que passo estão as tratativas. Até a publicação desta reportagem, contudo, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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