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Maior reservatório da Paraíba acumula 54 multas e MPF cobra medidas de segurança

Barragem de Coremas, conhecida como Mãe D’Água, enfrenta rachaduras e desgaste no concreto, diz relatório

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A barragem de Coremas na Paraíba acumula 54 sanções da ANM devido a problemas estruturais.
  • O MPF ajuizou ação para que o Dnocs adote medidas de segurança imediatas na barragem.
  • Relatórios indicam rachaduras, infiltrações e desgaste no concreto da barragem.
  • A barragem é classificada como de alto dano potencial, exigindo monitoramento constante.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fiscalizações são feitas pela ANM e pela ANA; relatórios apontam risco em infraestrutura Ricardo Botelho/MME - Arquivo

O maior reservatório de água da Paraíba, a barragem de Coremas, conhecida como Mãe D’Água, acumula 54 sanções aplicadas por agências de fiscalização desde 2022. A infraestrutura é a que soma mais sanções no Brasil, ao lado da Usina Hidrelétrica Jauru (54 sanções) e da Barragem de Manah 1 (51 sanções), ambas no Mato Grosso.

Os dados foram levantados via Lei de Acesso à Informação pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública, e compartilhados com o R7 Planalto.


Em março deste ano, o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública para que o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) adote medidas imediatas de segurança no complexo hídrico de Coremas. A barragem é responsável por abastecer 112 municípios do estado.

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Relatórios da Agência Nacional de Águas e vistorias feitas entre 2014 e 2024, no entanto, mostram que a barragem enfrenta rachaduras e desgaste no concreto, infiltrações de água em diferentes partes da estrutura, erosões e afundamentos nas encostas, canais de drenagem entupidos, excesso de plantas crescendo sobre a barragem e dificuldade para acessar a área de inspeção.


Segundo a ANA, o complexo da barragem é classificado como de dano potencial associado alto e categoria de risco médio, mas se houver um rompimento, os danos podem ser graves. Isso significa que poderia haver perda de vidas, grandes impactos econômicos e falta de água para muitas pessoas.

Além disso, o nível de perigo atual está classificado como “Atenção”. Nesse nível, os problemas já encontrados precisam ser acompanhados de perto, porque, se piorarem, podem comprometer a segurança da barragem. Por isso, é necessário monitoramento constante e medidas de correção, diz o MPF.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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