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Ministério da Saúde vai suspender uso da vacina do Butantan contra a dengue

Pasta investiga três casos graves, além de 42 situações de efeitos adversos severos

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde vai suspender temporariamente o uso da vacina do Butantan contra a dengue.
  • A suspensão visa investigar um efeito adverso do imunizante.
  • A decisão foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa.
  • Participaram da coletiva representantes do PNI, Anvisa e a Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre Padilha fez anúncio em coletiva de imprensa nesta segunda-feira Walterson Rosa/MS - 02.06.2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (8) que a pasta vai suspender temporariamente o uso da vacina do Butantan contra a dengue. A medida será adotada para investigar um efeito adverso do imunizante.

Segundo o ministro, dois casos de morte são investigados, além de uma terceira situação classificada como grave. No momento, contudo, a pasta diz que não há “causalidade da vacina com a ocorrência desses três casos graves, mas [as situações] são um sinal de alerta”. Outras 42 pessoas relataram efeitos adversos que são investigados.

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“Tivemos 42 reações adversas mais severas registradas. Algumas reações inesperadas porque não haviam sido observadas nos 16 estudos clínicos de fase 1, fase 2 e fase 3”, explicou Padilha.

O titular da Saúde defendeu que a descontinuidade da vacina “é uma ação de precaução que deve sempre guiar quem respeita a vida”. “Isso vai ser importante para que o Ministério da Saúde e a Anvisa aprofundem a investigação tanto dos 42 casos, tanto dos episódios de reação adversa severa. Identificar quem tomou na mesma época o imunizante, a cadeia de frios, questões de logísticas e aplicação, para investigar detalhadamente os 42 episódios”, reforçou.

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Até o momento, 501.044 doses foram aplicadas. A vacina foi incorporada em janeiro, com uma estratégia de vacinação piloto em três cidades inicialmente: Nova Lima (MG), Maranguape (CE), e Botucatu (SP). Em seguida, o Ministério estendeu a vacinação também para os profissionais de saúde. O imunizante era destinado ao público-alvo de 15 a 59 anos.

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Casos graves

Os três casos graves registrados pela pasta são de duas mulheres, uma de 39 anos e outra de 48 anos, e um homem de 58 anos. No caso da mulher de 48 anos, ela apresentou sintomas 19 dias após a vacinação e morreu. No caso do homem, ele iniciou quadro febril cinco dias após a imunização. Ele também morreu.

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O que fazer?

Para quem se vacinou, no período de 21 dias após a imunização, o Ministério orienta observar sintomas como:

  • febre;
  • dor abdominal intensa e contínua;
  • vômitos persistentes;
  • tontura;
  • sangramentos;
  • sonolência intensa;
  • irritabilidade;
  • sinais de desidratação; e
  • piora do estado geral.

Monitoramento

As informações foram prestadas em coletiva de imprensa, com a presença da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Mariângela Simão, o diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Eder Gatti, e o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Leandro Safatle.

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Durante a apresentação dos dados, o diretor do PNI ressaltou que a pasta vai orientar os municípios na investigação e suspensão da imunização. “A decisão não invalida a eficácia da vacina. As pessoas vacinadas usufruem do benefício da vacina de proteção da dengue. Essa decisão visa ganhar tempo para analisar os cenários e entender casos em que a vacinação supera os riscos”, disse.

“A rede fica em vigilância permanente. As equipes de saúde serão orientadas a identificar os casos de sinais de alarme e gravidade e notificar o Ministério da Saúde”, explicou.

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