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MPF abre inquérito sobre discurso de ódio após apoio do cantor Renegado a indígenas

Investigação mira comentários publicados em agosto de 2025 sobre a comunidade indígena de Araçuaí (MG)

R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPF abriu inquérito para investigar racismo e discurso de ódio contra indígenas Pankararu-Pataxó em publicações online.
  • A investigação se baseia em comentários feitos após vídeos sobre a comunidade indígena de Araçuaí (MG) serem divulgados.
  • Os vídeos incluíam uma reunião do deputado Leonardo Monteiro e um apelo do rapper Renegado por mobilização em apoio aos indígenas.
  • A Meta Platforms preservou dados das postagens investigadas e o MPF tem um ano para concluir o inquérito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Inquérito vai apurar discurso de ódio contra indígenas Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um inquérito civil para investigar a possível prática de racismo e discurso de ódio contra indígenas da etnia Pankararu-Pataxó em publicações nas redes sociais.

A investigação teve origem em uma representação apresentada por lideranças da Aldeia Cinta Vermelha-Jundiba, em Araçuaí (MG), que relataram episódios de racismo e discriminação em comentários publicados na internet.


Segundo o MPF, o foco da apuração são manifestações feitas nos dias 27 e 31 de agosto de 2025 em publicações nas redes sociais. Os comentários foram feitos após a divulgação de dois vídeos: um mostrando reunião do deputado federal Leonardo Monteiro com a ex-presidente da Funai Joênia Wapichana sobre a situação da comunidade indígena, e outro do rapper Renegado convocando mobilização em apoio a um protesto realizado por indígenas no município.

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A portaria pontua que as manifestações investigadas indicam “verdadeiro discurso de ódio” contra a etnia Pankararu-Pataxó, com reprodução de estereótipos racistas que, em tese, extrapolam os limites da liberdade de expressão e podem configurar discriminação racial.


O MPF ressalta que, embora a liberdade de expressão seja protegida pela Constituição, ela não é um direito absoluto e encontra limites na proteção à dignidade da pessoa humana e no combate ao preconceito. A portaria também cita precedentes do STF (Supremo Tribunal Federal) e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na repressão à discriminação racial.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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