Neutra nacionalmente, federação União-PP divide apoios entre Lula e Flávio nos estados
Presidente tem influência no Norte e Nordeste, enquanto posições públicas a favor de senador estão no MS e no DF
R7 Planalto|Do R7
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Neutros em nível nacional, os partidos União Brasil e Progressistas, que formam uma federação, “empatam” nos apoios explícitos concedidos a Lula e Flávio Bolsonaro entre candidatos aos governos estaduais em 2027.
Tanto o nome do PT quanto o do PL contam, até o momento, com dois apoios declarados de candidatos aos governos. Lula tem sido citado por Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, e Clécio Luís (União), no Amapá. Já Flávio Bolsonaro tem como aliados dois nomes do PP no Centro-Oeste: Celina Leão, no Distrito Federal, e Eduardo Riedel, no Mato Grosso do Sul.
A neutralidade definida nacionalmente é mais evidente no União Brasil do que no PP. Ainda assim, mesmo entre os candidatos que não declararam apoio ao petista, uma das avaliações feitas por políticos é que Lula mantém influência relevante no Norte e, principalmente, no Nordeste.
O cenário faz com que mesmo nomes com maior proximidade a Flávio do que ao petista deixem de encabeçar campanha, pelo risco de pesar negativamente no eleitorado.
Um dos nomes citados nessa situação é de ACM Neto (União), que disputa novamente o governo da Bahia. Ele tem optado pela neutralidade e, apesar de não ser aliado, não critica Lula. A posição deve se manter em um eventual segundo turno.
Políticos baianos avaliam que um apoio explícito a Flávio Bolsonaro poderia prejudicar ACM Neto eleitoralmente, por dividir uma parcela do eleitorado que vota tanto nele para governador quanto em Lula para presidente.
Uma situação semelhante ocorre no Amazonas, onde Roberto Cidade (União) tem evitado se expor em favor de qualquer um dos dois. No caso dele, pesa o risco de perda de votos no interior do estado.
Situação dos candidatos
Progressistas (PP)
- Celina Leão (DF): apoio a Flávio Bolsonaro.
- Eduardo Riedel (MS): apoio a Flávio Bolsonaro.
- Joel Rodrigues (PI): neutro, apesar da proximidade com o eleitorado de direita.
- Lucas Ribeiro (PB): apoio a Lula.
- Mailza Assis (AC): tem publicações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas está fora do palanque de Flávio;
União Brasil
- Professora Dorinha (TO): neutra, apesar de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, foi vice-líder do governo Lula.
- ACM Neto (BA): neutro; próximo de Flávio Bolsonaro, mas enfrenta o desafio de manter um palanque que dialogue com o eleitorado do estado.
- Allyson Bezerra (RN): neutro; tem relatado que não teria dificuldade de trabalho com Lula ou Flávio.
- Clécio Luís (AP): apoio a Lula, embora a posição ainda não esteja cravada.
- Hildon Chaves (RO): evita os dois; já citou a possibilidade de apoio a Ronaldo Caiado. (PSD)
- Roberto Cidade (AM): neutro; apontado como próximo ao bolsonarismo, ele já se reuniu com o presidente Lula, durante agenda do presidente no estado; não deve se manifestar por impacto ao eleitorado.
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