Procons fiscalizaram quase 10 mil postos de combustíveis contra preços abusivos
Dado mais recente foi divulgado pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), em entrevista exclusiva ao R7 Planalto
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Os Procons (programas de Proteção e Defesa do Consumidor) estaduais e municipais fiscalizaram, desde a primeira quinzena de março, quase 10 mil postos de combustíveis para conferir se houve prática de preços abusivos.
A iniciativa ocorreu em meio à alta de preços registrada no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, bem como do fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima pela qual passa a maior parte da produção mundial de petróleo.
O número mais atualizado foi repassado pelo secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, em entrevista exclusiva ao R7 Planalto. “Estamos em quase 10 mil postos fiscalizados após seis semanas de operação. Até a passada, eram 9.781”, comentou.
Ainda segundo o titular da pasta, os Procons identificaram diversas irregularidades, como “postos que aumentaram a margem de lucro, problemas com distribuidoras e descumprimento de notificações”.
Wada diz não ter dúvidas de que empresários têm tentado aumentar a margem de lucro. Ele destaca que isso ocorre em um momento no qual o país “se esforça para passar pela crise iniciada no Oriente Médio, com o menor impacto possível na vida das pessoas, além de isenção de impostos e subsídios”.
O secretário completa: “Querer aumentar a margem de lucro nesse momento é uma prática abusiva, não tenho a menor dúvida”.
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