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Saúde treinou 4.000 profissionais para detectar câncer de mama e de colo de útero em UBSs

Cursos foram ofertados nas 27 unidades da federação; ano passado, SUS fez 7 milhões de quimioterapias até novembro

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde treinou 4.000 profissionais para detectar precocemente câncer de mama e de colo de útero na Atenção Primária.
  • Metade das mulheres espera mais de 60 dias para iniciar tratamento após diagnóstico de câncer de mama.
  • O SUS realizou quase 7 milhões de quimioterapias em 2023, um crescimento de 80% em comparação a 2022.
  • Investimentos em equipamentos e mamógrafos foram realizados, ampliando a capacidade de diagnósticos em todas as regiões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Objetivo é aumentar número de diagnósticos precoce ainda nas UBSs Semsa/Divulgação - arquivo

Uma das estratégias do Ministério da Saúde para detectar precocemente o câncer de mama e de colo de útero é capacitar os profissionais de saúde da Atenção Primária, ou seja, os médicos e enfermeiros que atuam nas UBSs (Unidade Básica de Saúde). Segundo dados levantados pelo R7 Planalto, o programa Detecta APS já ofertou oito cursos e treinou cerca de 4.000 profissionais nas 27 unidades da federação.

A medida está na esteira de ações feitas pela pasta para reduzir a mortalidade da doença e também reduzir o tempo de espera por tratamento. De acordo com levantamento da coluna, cerca de metade das mulheres espera mais de 60 dias para ter acesso a um tratamento após o diagnóstico de câncer de mama.


O Ministério da Saúde criou um auxílio transporte, alimentação e hospedagem para os pacientes e acompanhantes que precisam se deslocar para outras cidades para fazer tratamentos médicos. O valor é de R$ 300.

Em nota, a pasta reforçou que é responsável por definir políticas, financiar ações e ampliar a capacidade da rede, enquanto “os gestores locais organizam os serviços de atendimento. A pasta mantém a articulação com os gestores para qualificar a assistência”.


“No ano passado, o SUS alcançou um recorde histórico, com a realização de quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia até novembro, o que representa um crescimento aproximado de 80% em comparação a 2022”, disse.

“Na etapa de diagnóstico, foram realizadas no ano passado 4 milhões de mamografias pelo SUS, com ampliação da faixa etária de quem pode fazer o exame para 40 a 74 anos. Segundo a pesquisa Vigitel de 2025, 92% das mulheres de 50 a 59 anos afirmaram ter realizado mamografia”, pontuou.


“Em 2025 e 2024, o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) investiu R$ 26,16 milhões em equipamentos para realização de biópsias guiadas por imagem (mais precisas e menos dolorosas) e R$ 6,85 milhões na aquisição de mamógrafos”, detalhou.

De acordo com o ministério, com esses investimentos, “o SUS passa a dispor de 3.305 mamógrafos, suficientes para a realização dos exames em todas as regiões. A pasta também criou, no ano passado, o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, com capacidade para realizar 400 mil exames anualmente”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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