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‘Somos a geração que vai mudar a situação da mulher’, diz diretora-geral do Senado

Ilana Trombka defende a causa enquanto administradora e usa as redes sociais para falar sobre gestão e saúde mental feminina

Mulheres Positivas|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ilana Trombka é diretora-geral do Senado há 12 anos, responsável pela administração técnica e financeira, sem vínculos partidários.
  • Ela defende os "3 Cs": confiança, competência e cuidado, este último valorizando a habilidade feminina no ambiente profissional.
  • Ilana liderou um projeto de apoio a vítimas de violência doméstica, criando cotas de emprego para essas mulheres no Senado.
  • Destaca a importância da "geração sanduíche", que busca quebrar o teto de vidro e melhorar o mundo, promovendo saúde mental e física.

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Uma mulher com cabelo longo e loiro, vestindo um paletó cinza, está falando ao microfone em um púlpito no Senado
Ilana é responsável pela administração do Senado Federal Reprodução/Instagram @ilana_trombka

Há 12 anos, Ilana Trombka ocupa uma posição que poucos sequer sabem que existe: a de diretora-geral do Senado Federal. Mas ela não é senadora e não possui nenhum vínculo partidário. Seu trabalho é cuidar da administração técnica e financeira da casa legislativa.

“A administração tem um espaço próprio. Ela trabalha para todos os senadores, para todo o Senado e para toda a sociedade. Afinal de contas, o Senado existe por causa da sociedade. E não há nenhuma questão partidária”, ressalta Ilana, em entrevista ao Mulheres Positivas desta semana.


Além das funções públicas, ela é ativa nas redes sociais, onde acumula mais de 10 mil seguidores. Uma das principais pautas que Ilana traz é a dos “3 Cs”. “Confiança é o primeiro atributo. É impossível trabalhar num ambiente com pessoas em quem você não confia. O segundo é a competência. Porque é necessário levar em frente as missões que são dadas. E esses são dois atributos que são elegíveis para homens e mulheres. No entanto, o cuidado é especial”, destaca.

Essa última diz respeito especialmente às mulheres. De acordo com a diretora, trata-se de canalizar a habilidade que muitas delas têm de cuidado para o âmbito profissional. “A profissão do cuidado, cuidar da casa, cuidar dos filhos, das pessoas com deficiência, dos idosos, dos pais, normalmente recai sobre a mulher. Isso é ruim. [...] No entanto, e aí que é o pulo do gato: se você fizer do cuidado um atributo próprio, algo para ser valorizado na organização, isso vira um diferencial.”


Sem levantar nenhuma bandeira partidária, Ilana se compromete diariamente com a luta pelo direito das mulheres. Em 2016, antes mesmo de o Senado aprovar uma lei, ela liderou um projeto de apoio a vítimas de violência doméstica. Foi criada uma cota para essas mulheres nos contratos de terceirização de mão de obra da casa.

“Por que isso? O ciclo da violência é muito complexo. Eu não posso dizer que mulher rica não apanha. Isso é mentira. Infelizmente, a violência é democrática. No entanto, quando a mulher não tem a sua independência financeira, fica mais difícil sair desse ciclo de violência. Ao dar um emprego estável, ao dar condições para que aquela mulher se sustente, ela consegue mais facilmente sair desse ciclo.” Em 2021, a cota foi incluída na lei de licitações, em decreto federal.


Um outro tema que Ilana aborda em suas redes são os desafios geracionais enfrentados pela mulher moderna — ou membro da “geração sanduíche”. “Sanduíche é porque ela teve filhos mais tarde, e os pais também têm mais tempo de vida”, explica. É uma geração que se preocupa com a saúde física e mental como nenhuma outra antes, e que, com o advento da televisão, pode ver o mundo para além de sua realidade.

Essa é a geração que vai derrubar o teto de vidro, porque é a primeira que realmente ascendeu profissionalmente. E é a geração que vai melhorar o mundo

(Ilana Trombka)

“Essa é a geração que vai derrubar o teto de vidro, porque é a primeira geração que realmente ascendeu profissionalmente. E é a geração que vai melhorar o mundo”, diz Ilana. Mas também não dá para querer ser “mulher-maravilha”. “Nós podemos errar, como todo mundo erra, mas especialmente nós temos que nos amar, ter orgulho, compaixão e cuidar de nós mesmos. Porque nós temos uma missão muito importante. Nós somos, sim, a geração que vai mudar a situação da mulher.”


Assista à entrevista completa:

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