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131 presos em ação contra milícia já deixaram presídio no Rio

Das 137 pessoas que tiveram a prisão revogada, seis ainda estão no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

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Grupo foi preso em uma operação da Polícia Civil
Grupo foi preso em uma operação da Polícia Civil

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou) informou que, até a noite de sexta (27), 131 presos em um operação contra a milícia deixaram o Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Dos 137 que tiveram a prisão revogada pela Justiça, seis ainda estão na unidade prisional.

Ainda segundo a Seap, 126 deles foram soltos. Cinco dos alvarás de soltura que chegaram à unidade prisional, por se tratarem de militares, foram encaminhados para os seus respectivos lugares. Além disso, outro alvará ficou prejudicado por questões judiciais do interno.


Prisão revogada

A prisão de 137 suspeitos foi revogada na quarta-feira (25), um dia após a representação da denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). No entendimento dos promotores, não havia provas efetivas que permitissem o oferecimento de denúncia contra eles.


Desde que a Operação Medusa foi realizada, surgiram relatos de detidos sem relação com a milícia. Familiares e amigos organizaram protestos e buscaram na Justiça meios de conseguir a liberdade dos detidos.

De acordo a Defensoria Pública, 139 dos 159 presos não eram alvo de investigações da especializada, segundo um relatório entregue pela própria Polícia Civil.


Artista circense

No último dia 19, a Justiça já tinha revogado a prisão do artista circense Pablo Dias Bessa Martins, de 23 anos. O jovem, que ficou preso durante 14 dias, embarcou nesta quarta-feira para a Suécia, onde deve ficar até outubro trabalhando.


De acordo com a decisão, as motivações para revogar a prisão de Pablo foram o fato de que ele “é réu primário, não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e é profissional circense”.

Pablo trabalha há cinco anos na empresa Up Leon e passa de quatro a oito meses do ano na Suécia fazendo apresentações circenses como acrobata, malabarista e capoeirista.

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