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Ato em Copacabana protesta contra desaparecimentos e pergunta: "Onde está Amarildo?"

Manifestação deve terminar com enterro simbólico de manequins

Rio de Janeiro|Do R7

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Um protesto organizado na manhã desta quarta-feira (31), na praia de Copacabana, zona sul do Rio, cobra solução sobre desaparecimentos de pessoas não esclarecidos pela polícia. Entre eles, o do pedreiro Amarildo Dias, sumido há duas semanas, desde que foi abordado por policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), durante operação na comunidade.

De acordo com a ONG Rio de Paz, responsável pela manifestação, dez manequins cobertos de tecido branco simbolizam os casos de desaparecimento. A família de Amarildo é aguardada por volta das 9h30. Segundo o planejamento, às 10h30 deve ocorrer um enterro simbólico dos manequins.


O caso de Amarildo passará a ser investigado também pela Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público. O promotor responsável pelo caso defende o afastamento do comandante da UPP da Rocinha, major Edson, enquanto o crime não for esclarecido.

O caso foi transferido na segunda-feira passada (29) para a Delegacia de Homicídios, já que se passaram 15 dias de desaparecimento da vítima.


A família de Amarildo foi atendida na Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Os parentes vão receber assistência jurídica em ações contra o Estado. A mulher e o filho da vítima, que abriram mão do serviço de proteção a testemunhas, disseram que vão continuar a morar na Rocinha.

O delegado Orlando Zaccone, da Delegacia da Gávea (15ª DP), que iniciou as investigações sobre o desaparecimento, e os parentes de Amarildo serão chamados para depor. O caso tem sido tema de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestantes cobram explicações também na internet, transformando a pergunta "Onde está o Amarildo?" em um viral.

Sobre o sumiço do morador, o governador do Estado, Sérgio Cabral, disse que a situação é intolerável e que investigações estão sendo feitas para descobrir o responsável pelo crime.

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