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Cláudio Castro é alvo de operação da PF contra aportes do Rioprevidência no Banco Master

Gestão do político teria aplicado quase R$ 3 bilhões em instituições financeiras do conglomerado operado pelo banqueiro Daniel Vorcaro

Rio de Janeiro|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, é alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero da PF.
  • A investigação foca em transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
  • PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça do STF.
  • A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que já havia identificado aplicações suspeitas de R$ 970 milhões no Banco Master.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Federal cumpre ordem judicial de busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL) e mais nove RECORD/Reprodução – Arquivo

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) está entre os alvos da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (26). A nova etapa investiga possíveis transferências de recursos do estado fluminense para fundos vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A gestão Castro teria direcionado cerca de R$ 3 bilhões ao conglomerado controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, por meio de diferentes movimentações financeiras. Os recursos seriam oriundos do Rioprevidência, que gerencia os pagamentos feitos a aposentados e pensionistas do estado.

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Essa é a segunda vez em 11 dias que Castro é alvo de buscas da PF. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino — que investiga possíveis ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit —, os agentes apreenderam o celular e um tablet do ex-governador.

A PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro, com o imóvel de Casto, na cobertura de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, entre os locais visitados pelas equipes de investigadores. A autorização para a força-tarefa partiu do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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As apurações também ocorrem como desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aplicações consideradas suspeitas feitas pelo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master. Essa apuração investiga ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência, além de possíveis conexões com executivos do Master.

Entre outubro de 2023 e julho de 2024, os investimentos chegaram a cerca de R$ 970 milhões, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

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Nesta nova fase da Compliance Zero, os policiais ainda analisam o aporte de R$ 2,01 bilhões feitos a partir de julho de 2024 em fundos de investimento ligados à mesma instituição financeira, o que elevou para cerca de R$ 3 bilhões o total transferido pelo Rioprevidência.

A PF investiga os seguintes possíveis delitos: crime contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional; gestão fraudulenta; desvio de recursos; indução a erro de repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor; associação criminosa; e corrupção passiva.

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Advogado de Castro, Carlo Luchione afirmou que acompanha as buscas, mas ainda não teve acesso à decisão do STF que dá mais detalhes sobre as investigações.

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