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Câmara dos Vereadores apela à PM para retirar professores em greve do plenário

Manifestantes ocupam Casa desde quinta-feira

Rio de Janeiro|Do R7

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Professores ocuparam plenário da Câmara para impedir votação de plano de carreira apresentado pela prefeitura
Professores ocuparam plenário da Câmara para impedir votação de plano de carreira apresentado pela prefeitura Márcio Moraes/Agência O Dia/Márcio Moraes

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro informou neste sábado, por meio de nota, que enviou um ofício ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes, para reintegração de posse da Casa, ocupada por professores grevistas da rede municipal desde quinta-feira (26).

"A Câmara enviou ofício endereçado ao comandante geral da Polícia Militar para a desocupação do Palácio Pedro Ernesto por aqueles que utilizam a força para impor sua vontade, em detrimento dos princípios democráticos. Tais atitudes constituem verdadeiro atentado ao estado democrático de Direito, odioso comportamento que a democracia se envergonha de oferecer e que não honra a conduta dos representantes do Magistério, sempre respeitado pela sociedade. 


De acordo com a mesa diretora da Câmara, a ocupação não é pacífica e impede o trabalho de seus funcionários. Outro item destacado é que, como a Justiça já havia autorizado a reintegração em ocasiões recentes, um novo pedido não precisaria ser feito.

“Não se trata de ocupação pacífica e é clara a intenção de impedir o funcionamento da Casa. A Justiça já havia expedido mandado de reintegração de posse duas vezes, nos casos das ocupações da Casa ocorridos anteriormente. Desta forma, a Câmara não necessita recorrer novamente à Justiça, pois possui auto-executoriedade e poder de polícia para assegurar, como determina a Constituição Federal, seu livre funcionamento”.


Na sexta-feira (27), em nova assembleia, os professores municipais decidiram continuar ocupando o plenário da Câmara de Vereadores até que a Prefeitura do Rio aceite as revindicações dos grevistas. Os docentes exigem a retirada de votação do plano de carreira apresentado pela prefeitura que, segundo eles, atende somente a 10% da categoria na capital.

Em outra reunião, na manhã desta sexta, os professores votaram por continuar a greve, que teve início em 8 de agosto. As atividades da Câmara foram canceladas nesta sexta por causa da ocupação.


Em nota, a prefeitura afirma que não haverá mais tentativas de negociação, já que, segundo o município, as propostas de acordos não foram aceitas pela categoria.

Salário descontado


Os professores municipais em greve podem ter os salários descontados após o Tribunal de Justiça ter derrubado liminar que impedia o corte dos dias em paralisação nos pagamentos dos profissionais. A decisão autoriza a prefeitura a descontar os dias não trabalhados pelos grevistas. No último dia 20, os professores da rede municipal retomaram a greve que havia sido encerrada no dia 10.

O governo do Estado, em nota, informou que já deu início ao corte de ponto dos profissionais da educação, que estão em greve desde 8 de agosto. Em nota, a Secretaria de Educação afirma que a medida começou no último dia 25 e tem o respaldo judicial. Na ocasião,o Tribunal de Justiça derrubou liminar que impedia descontos dos dias de greve e tornou ilegal a paralisação.

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