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Caso Amarildo: promotor defende afastamento de comandante da UPP da Rocinha

Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público também vai passar a investigar sumiço

Rio de Janeiro|Do R7

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O morador da Rocinha não é mais visto há 16 dias
O morador da Rocinha não é mais visto há 16 dias

A Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público também vai passar a investigar o desaparecimento de Amarildo Dias, de 47 anos. O promotor responsável pelo caso defende o afastamento do comandante da UPP da Rocinha, na zona sul, enquanto o crime não for esclarecido. 

O morador da Rocinha não é visto há 16 dias, quando foi abordado por policiais dentro da favela, durante operação para combater o tráfico de drogas local. O caso foi transferido na quarta-feira (31) para a Delegacia de Homicídios, já que se passaram 15 dias de desaparecimento da vítima.


A família de Amarildo foi atendida na Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Os parentes vão receber assistência jurídica em ações contra o Estado. A mulher e o filho da vítima, que abriram mão do serviço de proteção a testemunhas, disseram que vão continuar a morar na Rocinha.

O delegado da Delegacia da Gávea (15ª DP), que investiga o desaparecimento, e os parentes de Amarildo serão chamados para depor. O caso tem sido tema de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestantes cobram explicações também na internet, transformando a pergunta "Onde está o Amarildo?" em um viral.


Sobre o sumiço do morador, o governador do Estado, Sérgio Cabral, disse que a situação é intolerável e que investigações estão sendo feitas para descobrir o responsável pelo crime.

Assista ao vídeo:

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