Operação Sem Refino: saiba quem são os investigados e como operava o Refit no esquema
A força-tarefa ocorreu no Rio de Janeiro e em outras duas unidades da Federação
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, foram alvo da Operação São Refino, da PF (Polícia Federal), na manhã desta sexta-feira (15).
A força-tarefa ocorreu no Rio de Janeiro e em outras duas unidades da Federação após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona sudoeste da cidade.
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Ricardo também é alvo das investigações, mas atualmente mora nos Estados Unidos. O grupo comandado por ele é controlador da antiga Refinaria de Petróleo Manguinhos S.A., no Rio de Janeiro, e considerado o maior devedora contumaz do país.
De acordo com a decisão de Moraes, o processo apura crimes de gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal e evasão de divisas.
“É patente a necessidade da decretação da prisão em face da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, bem como a ordem pública, em razão da probabilidade concreta de reiteração delituosa”, disse o ministro.
Investiga-se uma estrutura de “contas de passagem” e fundos de investimento usados para ocultar a origem ilícita de recursos e reinjetar capital com aparência legítima.
A Polícia Federal aponta que a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) teria se tornado uma “extensão da estrutura empresarial do Grupo REFIT” durante a gestão de Juliano Pasqual.
Segundo a decisão, o conglomerado REFIT possui débitos inscritos em dívida ativa que totalizam aproximadamente R$ 52 bilhões.
“Lei Ricardo Magro”: A Polícia Federal cita que a Lei Complementar nº 225/2025, de autoria de Cláudio Castro, foi apelidada desta forma por conter condições que se amoldavam aos interesses do grupo logo após uma interdição da refinaria.
Para a corporação, o grupo atuaria para facilitar as operações das empresas favorecidas e dificultar a atuação de concorrentes. Há indícios de corrupção envolvendo diversos agentes públicos, incluindo auditores fiscais e até membros do Judiciário.
Quem são
Foi determinada a prisão de Ricardo Andrade Magro, com sua inclusão na lista de Difusão Vermelha da Interpol, por ele se encontrar fora do país.
Além disso, o houve a suspensão do exercício do cargo para diversos envolvidos, incluindo o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o subsecretário da Receita Estadual Adilson Zegur e o procurador do Estado Renan Miguel Saad.
Busca e apreensão foram utorizada contra diversas pessoas físicas e jurídicas, incluindo o ex-governador Cláudio Castro, o ex-secretário Juliano Pasqual e as empresas do grupo.
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