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Justiça do Rio decide manter a prisão do miliciano Zinho 

Em presídio de segurança máxima, o criminoso participou da audiência de custódia, por videoconferência, nesta terça (26)

Rio de Janeiro|Do R7, com Record Rio

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Zinho está isolado em ala destinada a milicianos
Zinho está isolado em ala destinada a milicianos

A Justiça do Rio manteve a prisão do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, durante a audiência de custódia, nesta terça-feira (26).

Ele participou da sessão por videoconferência, de onde está preso, em Bangu 1, presídio de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da capital.


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O criminoso está isolado em uma cela de 6 metros quadrados, em uma ala destinada a milicianos. Por enquanto, sem direito a banho de sol.

Chefe da maior milícia do estado e alvo de 12 mandados de prisão, Zinho se entregou à Polícia Federal, acompanhado de uma advogada e da filha, de 22 anos, no domingo (24).


A defesa dele já havia procurado a Secretaria de Segurança Pública, há cerca de dez dias, para negociar a rendição. Para o secretário Victor Santos, o cerco ao miliciano levou a esse resultado.

Um dos pedidos feitos pelos advogados foi para que Zinho não seja transferido para uma penitenciária em outro estado, para poder ficar perto da família.

A prisão de Zinho foi comemorada pelas autoridades, incluindo o governador Cláudio Castro, que se referiu ao miliciano como "inimigo número um do Rio de Janeiro".

Por que o miliciano se entregou?

Zinho não estaria exercendo a liderança da maior milícia do Rio de Janeiro de forma presencial desde a morte do sobrinho dele, conhecido como Faustão, em outubro deste ano.

O chefe do grupo teria ficado à distância na articulação da organização criminosa para não se expor e não ser capturado.

Isso porque, após a morte de Faustão, foi ordenado o ataque a ônibus que destruiu mais de 30 coletivos — o maior já registrado na cidade — e parou a zona oeste da capital.

Com Zinho fora do estado, a organização criminosa enfraqueceu. Por medo de perder território e ser assassinado, ele teria se entregado, para responder pelos crimes de forma segura.

Quem é Zinho?

Foragido desde 2018, Zinho era considerado o criminoso mais procurado do estado por chefiar a maior milícia do Rio de Janeiro, que tem forte atuação na zona oeste da capital.

Alvo de 12 acusações, o criminoso foi denunciado pela morte de Jerominho, ex-vereador e fundador da milícia Liga da Justiça — que controlou regiões da zona oeste no início dos anos 2000.

Antes de chefiar o grupo, Zinho era o responsável pelo braço financeiro da milícia e, segundo as investigações, comandava a lavagem de dinheiro do crime.

Ele assumiu a liderança da organização criminosa após a morte de dois irmãos durante ações policiais: Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, em 2021, e Carlos Alexandre Braga, vulgo Carlinhos Três Pontes, em 2017.

A caçada a Zinho se intensificou após os ataques a ônibus, em outubro deste ano, depois que o sobrinho dele foi morto em uma operação da Polícia Civil.

Recentemente, o nome do miliciano voltou ao noticiário quando uma investigação da Polícia Federal mostrou a ligação entre o grupo dele e a deputada estadual Lucinha.

A parlamentar seria chamada de "madrinha" pelos milicianos em trocas de mensagem e teria atuado com sua assessoria para atender aos interesses da milícia.

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