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Semana marca mobilização nacional de coleta de DNA de familiares de desaparecidos no RS

Iniciativa busca ajudar familiares a localizar pessoas desaparecidas no estado

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas ocorre esta semana no Rio Grande do Sul.
  • A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o IGP e a Polícia Civil.
  • Familiares de primeiro grau podem coletar material genético para ajudar na identificação de desaparecidos até sexta-feira (28).
  • Cerca de 26 locais em todo o estado estão participando, oferecendo suporte às famílias na busca por respostas.

 

Na semana que marca a mobilização nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, o Balanço Geral mostra como o material é coletado, levado até o laboratório e processado. A ação, que integra a 4ª edição da campanha em todo o país, começou na segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28).

Todos os Postos Médico-Legais do Estado, assim como o Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), na Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40, em Porto Alegre, estão mobilizados para o mutirão. Na capital, uma estrutura móvel também será montada nesta quinta-feira (27) no Parque da Redenção, junto ao Monumento ao Expedicionário, para facilitar o acesso da população. Ao todo, mais de 270 pontos de coleta estão disponíveis em todo o país, com postos espalhados por 26 municípios gaúchos.


Como funciona a coleta 

Familiares de desaparecidos devem se dirigir a algum dos pontos de coleta com um documento de identidade, informações do boletim de ocorrência de desaparecimento e, se possível, algum objeto da pessoa desaparecida que possa conter material genético, como escova de dentes, pente de cabelo ou até mesmo dentes de leite e cordão umbilical guardados.


A coleta pode ser feita de duas formas: com um cotonete, passado por dentro da bochecha, ou com um pequeno furo na ponta do dedo para coletar uma gota de sangue. Segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a coleta deve ser feita em parentes de primeiro grau, com prioridade para pais e mães biológicos, seguidos de filhos biológicos da pessoa desaparecida com o outro genitor do filho e, depois, de irmãos biológicos, filhos de mesmo pai e mesma mãe. Familiares que já forneceram material genético, anteriormente, à perícia oficial não precisam repetir a coleta.

O material coletado é comparado, continuamente, com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados nos bancos de DNA - procedimento destinado exclusivamente à identificação de desaparecidos. O Rio Grande do Sul ocupa, atualmente, a quarta posição entre os estados que mais contribuem com perfis genéticos para a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, e o IGP registra, em média, 125 identificações por DNA por ano no estado.

A divulgação referente à mobilização foi feita pelo Rio Grande Record desta segunda-feira. Agora, o Balanço Geral mostra como todo o processo é feito.

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