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Ex-funcionária é suspeita de desviar R$ 300 mil da Associação Comercial do RS para empresa do marido

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Quebra de Confiança, que investiga o desvio de cerca de R$ 300 mil da Associação Comercial do Rio Grande do Sul.

Cidade Alerta RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Civil investiga desvio de R$ 300 mil na Associação Comercial do Rio Grande do Sul.
  • Um casal é suspeito de fraudes financeiras, com a ex-funcionária manipulando documentos para desviar valores.
  • A operação 'Quebra de Confiança' resultou em mandados de busca na residência do casal e em um negócio de veículos.
  • A investigação continua para rastrear o destino do dinheiro desviado e identificar possíveis cúmplices.

 

Uma ex-funcionária do setor financeiro da entidade é suspeita de forjar comprovantes de pagamento para transferir os valores à empresa do próprio marido.

Comprovantes forjados por quatro meses


Segundo a investigação, conduzida pelo Departamento de Investigações Criminais (DEIC), a mulher trabalhou por cerca de quatro meses na Associação Comercial e, nesse período, emitia comprovantes de transferência simulando pagamentos a hotéis e prestadores de serviço - gastos considerados habituais na rotina da entidade. Os documentos, no entanto, direcionavam os valores para uma empresa vinculada ao marido dela, via CNPJ da revenda de veículos da família. De acordo com a polícia, olhando apenas para os comprovantes não era possível identificar nada de incomum; o que chamou atenção foram os dados bancários do destinatário.

Busca e apreensão em Porto Alegre e Novo Hamburgo 


A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do casal, em Porto Alegre, e em uma revenda de veículos em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Não houve prisão, já que, segundo a corporação, ainda não estão presentes os elementos que justificariam a medida. A mulher também é investigada por um caso semelhante, envolvendo um valor bem menor, de R$ 5 mil.

Investigação segue em aberto 

O delegado responsável pelo caso afirmou que a apuração começou a partir de uma denúncia da própria Associação Comercial, que já havia reunido comprovantes indicando o desvio. Segundo ele, a fraude foi confirmada e ocorreu em etapas, ao longo dos quatro meses em que a funcionária trabalhou na entidade. A investigação, agora, segue em duas frentes: identificar o destino de todos os valores desviados, já que ainda falta compor o total fraudado, e apurar se outras pessoas estiveram envolvidas no esquema. 

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