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Acampamento Farroupilha: conheça o caminho da carne até os piquetes

No Acampamento Farroupilha, a carne é protagonista. Mas, antes de chegar ao espeto, ela percorre um caminho que poucas pessoas conhecem.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Acampamento Farroupilha em Porto Alegre celebra a cultura gaúcha, com ênfase no churrasco.
  • Mais de 60 toneladas de carne são consumidas durante 22 dias, com logística de entrega organizada por açougues locais.
  • A costela é o corte mais procurado, tendo gerado uma demanda crescente no evento.
  • O festival impacta positivamente o setor de carnes do Rio Grande do Sul, promovendo a tradição e a qualidade da carne local.

 

O churrasco faz parte da rotina dos 22 dias de Acampamento Farroupilha. Nesse período, a organização calcula que mais de 60 toneladas de carne serão assadas. Para que não falte churrasco, entra em ação um serviço essencial: a entrega direta nos piquetes.

Um dos pontos de onde sai a carne é um açougue localizado a cerca de dois quilômetros e meio do Acampamento Farroupilha. Ali, a encomenda é recebida, separada e a quantidade solicitada é preparada para seguir viagem até o destino final.


Procura cresce a cada edição

Rafael Sartori, proprietário do açougue, trabalha com esse tipo de entrega há dez anos e afirma que a procura cresce a cada edição do Acampamento. Até o momento, cerca de 300 quilos de carne já haviam sido vendidos, com a costela como o corte mais pedido.


Da porta do açougue até o destino, o objetivo é manter o produto em boas condições. Quando a entrega chega, quem está no piquete já sabe o que fazer - em um deles, o costelão é um dos cortes mais procurados. A policial militar Joce Holkem, que participa do piquete, conta que o serviço de delivery de carne facilita bastante a rotina do grupo durante o acampamento.

Setor de carnes sente aumento da demanda


O consumo de carne não fica restrito aos 236 piquetes do Acampamento Farroupilha. O setor de carnes do Rio Grande do Sul também sente o aumento da demanda, neste período de grandes eventos no Estado. Segundo o Sicadergs (Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do RS), a expectativa é de que cerca de 20 mil cabeças de gado sejam abatidas até o fim de setembro.

O presidente da entidade, Ronei Lauxen, destaca que eventos como o Acampamento Farroupilha e a Expointer são importantes, também, para divulgar a qualidade da carne gaúcha. Para os próximos meses, o setor estima certa estabilidade nos abates e nos preços, mas com tendência de alta futura em função da demanda mundial.


Tradição gaúcha

No piquete, pouca gente conhece esse percurso da carne até ali. Mas todos aproveitam o sabor de cada pedaço nesse espaço tão importante para cultivar a tradição gaúcha.

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