Lomba do Pinheiro: Cursinho popular gratuito prepara jovens para o sonho da Universidade
Faltam cerca de dois meses para o Enem e, para muitos jovens, a universidade ainda parece um sonho distante. Em Porto Alegre, um cursinho gratuito já ajudou mais de cem estudantes a conquistar uma vaga no ensino superior.
Rio Grande Record|Do R7
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O Kilomba é um cursinho popular, voltado para estudantes da Lomba do Pinheiro, na zona leste de Porto Alegre. As aulas são gratuitas e acontecem à noite, no Centro da Juventude do bairro.
Para a estudante Stefanie Vitória dos Santos, a iniciativa abriu uma oportunidade importante para quem não tem condições de pagar um cursinho. Ela destaca o trabalho dos professores voluntários e afirma que o projeto ajuda muita gente.
Mais de cem aprovados desde 2019
O Kilomba surgiu em 2019, a partir da união de moradores da Lomba do Pinheiro. A proposta é ampliar o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade social ao ensino superior. O projeto já teve 103 estudantes aprovados em universidades e institutos federais, e a expectativa é que esse número continue crescendo.
É o caso de Samuel Brazeiro, de 17 anos, morador do bairro, que vai tentar o Enem e o vestibular pela primeira vez e ainda está em dúvida entre Geografia e Comunicação Social. Segundo ele, o Kilomba ajudou a entender melhor as opções de curso e o que esperar da vida universitária, além de facilitar o aprendizado em matérias que antes eram mais difíceis na escola.
Aulas adaptadas conforme as dificuldades
Ao longo da semana, os estudantes têm aulas de todas as disciplinas - na terça-feira, por exemplo, o conteúdo inclui Biologia e História. O projeto conta, atualmente, com 13 professores e seis educadores na equipe de apoio.
Um dos principais desafios é adaptar o programa quando os alunos chegam com lacunas na formação escolar. Segundo a coordenadora do curso, Tavama Nunes Santos, esse é o maior desafio da equipe: muitos estudantes vieram do período da pandemia, quando tiveram pouca oportunidade de aprendizado, o que exige um trabalho de reforço paralelo ao conteúdo normal do cursinho.
Cerca de 50 alunos neste ano
Neste ano, cerca de 50 alunos são beneficiados pela proposta de educação inclusiva do Kilomba. Na reta final, antes das provas, a orientação da equipe é manter o foco nos estudos.
Stefanie, de 20 anos, leva a sério essas orientações, mas para ela o papel do Kilomba vai além das aulas e das provas. Ela sonha em cursar Psicologia ou Serviço Social, para poder ajudar outras pessoas, e diz que o projeto tem deixado essa realização mais próxima, aumentando sua confiança.















