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Lomba do Pinheiro: Cursinho popular gratuito prepara jovens para o sonho da Universidade

Faltam cerca de dois meses para o Enem e, para muitos jovens, a universidade ainda parece um sonho distante. Em Porto Alegre, um cursinho gratuito já ajudou mais de cem estudantes a conquistar uma vaga no ensino superior.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cursinho Kilomba, criado em 2019, oferece aulas noturnas gratuitas na Lomba do Pinheiro, Porto Alegre.
  • O projeto já ajudou 113 estudantes a ingressar em universidades e institutos federais.
  • A iniciativa visa reduzir a distância entre os jovens em vulnerabilidade social e a educação superior.
  • Com 50 alunos ativos, o Kilomba se destaca como um espaço de aprendizado e motivação para o futuro dos jovens.

 

O Kilomba é um cursinho popular, voltado para estudantes da Lomba do Pinheiro, na zona leste de Porto Alegre. As aulas são gratuitas e acontecem à noite, no Centro da Juventude do bairro.

Para a estudante Stefanie Vitória dos Santos, a iniciativa abriu uma oportunidade importante para quem não tem condições de pagar um cursinho. Ela destaca o trabalho dos professores voluntários e afirma que o projeto ajuda muita gente.

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Mais de cem aprovados desde 2019

O Kilomba surgiu em 2019, a partir da união de moradores da Lomba do Pinheiro. A proposta é ampliar o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade social ao ensino superior. O projeto já teve 103 estudantes aprovados em universidades e institutos federais, e a expectativa é que esse número continue crescendo.

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É o caso de Samuel Brazeiro, de 17 anos, morador do bairro, que vai tentar o Enem e o vestibular pela primeira vez e ainda está em dúvida entre Geografia e Comunicação Social. Segundo ele, o Kilomba ajudou a entender melhor as opções de curso e o que esperar da vida universitária, além de facilitar o aprendizado em matérias que antes eram mais difíceis na escola.

Aulas adaptadas conforme as dificuldades

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Ao longo da semana, os estudantes têm aulas de todas as disciplinas - na terça-feira, por exemplo, o conteúdo inclui Biologia e História. O projeto conta, atualmente, com 13 professores e seis educadores na equipe de apoio.

Um dos principais desafios é adaptar o programa quando os alunos chegam com lacunas na formação escolar. Segundo a coordenadora do curso, Tavama Nunes Santos, esse é o maior desafio da equipe: muitos estudantes vieram do período da pandemia, quando tiveram pouca oportunidade de aprendizado, o que exige um trabalho de reforço paralelo ao conteúdo normal do cursinho.

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Cerca de 50 alunos neste ano

Neste ano, cerca de 50 alunos são beneficiados pela proposta de educação inclusiva do Kilomba. Na reta final, antes das provas, a orientação da equipe é manter o foco nos estudos.

Stefanie, de 20 anos, leva a sério essas orientações, mas para ela o papel do Kilomba vai além das aulas e das provas. Ela sonha em cursar Psicologia ou Serviço Social, para poder ajudar outras pessoas, e diz que o projeto tem deixado essa realização mais próxima, aumentando sua confiança.

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