Pré-eclâmpsia exige atenção e cuidados durante a gestação
Diagnóstico precoce e acompanhamento são cruciais para mãe e bebê
Rio Grande Record|Do R7
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A pré-eclâmpsia é uma das complicações mais graves da gestação, podendo surgir, na maioria dos casos, após a 20ª semana. O diagnóstico precoce e o acompanhamento rigoroso no pré-natal desempenham um papel essencial na proteção da vida da mãe e do bebê. Ana Luiza Leal Pereira, com 28 semanas de gestação, identificou a condição durante uma ecografia de rotina e permanece hospitalizada desde então para cuidado constante, aguardando a chegada de sua filha, Ana Helena, ainda este mês.
A pré-eclâmpsia é caracterizada principalmente pelo aumento da pressão arterial. Sem o devido cuidado, a condição pode evoluir para a eclâmpsia, provocando convulsões e afetando órgãos, além de elevar o risco de parto prematuro. Os sinais de alerta incluem dor de cabeça constante, alterações visuais, inchaço nas extremidades, náuseas e dor abdominal superior. Entretanto, nem todas as gestantes apresentam sintomas, o que torna o pré-natal fundamental para a detecção precoce.
Mulheres com fatores de risco, como obesidade, pressão alta crônica, diabetes, doenças renais, lúpus, gestações múltiplas ou histórico familiar, necessitam de especial atenção. Carolina Giovelli Karlec Wall, grávida de gêmeos após fertilização in vitro, já iniciou a gestação ciente da necessidade de acompanhamento rigoroso para prevenir complicações.
Iniciativas durante a gravidez, como manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos antes da concepção, ajudam a reduzir o risco de pré-eclâmpsia. A medida regular da pressão arterial nas consultas pré-natais é crucial na identificação precoce de alterações no quadro gestacional.
Especialistas, como o obstetra José Geraldo Lopes Ramos, recomendam seguir orientações médicas para tornar a gestação segura, priorizando o equilíbrio entre a saúde materna e fetal. Dados do Rio Grande do Sul revelam a gravidade do problema, com a pré-eclâmpsia sendo a principal causa de mortalidade materna no estado no ano passado.
Conhecer os fatores de risco e manter o acompanhamento médico adequado são passos essenciais para superar os desafios da pré-eclâmpsia, proporcionando uma gestação mais segura. Carolina espera que seus filhos, Heitor e Vicente, se desenvolvam ao máximo, aguardando ansiosamente o nascimento com saúde e segurança.















