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Pesquisadora recorre ao STF após ser impedida de assumir vaga em instituto federal

Aprovada em concurso para docente, candidata questiona decisão que a impediu de tomar posse no campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pesquisadora Manoella Treis contestou decisão que a impede de assumir vaga no IFRS.
  • Ela foi barrada após avaliação médica alegando insuficiência de atendimento na cidade onde reside.
  • Manoella já trabalhou no cargo por dois anos, argumentando que sua condição de saúde não representa um problema.
  • A questão traz à tona discussões sobre capacitismo e preconceito enfrentados por pessoas com deficiência no Brasil.

 

Pesquisadora recorre ao STF após ser impedida de assumir vaga em instituto federal

A pesquisadora Manoella Treis recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) após ser impedida de assumir uma vaga conquistada em concurso público para docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).

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Com uma trajetória acadêmica marcada por diplomas, especializações e pesquisa, Manoella tinha 24 anos quando concluiu o doutorado, tornando-se uma das mulheres mais jovens do país a alcançar o título.

O interesse em seguir carreira na educação pública motivou a participação no concurso para professor do campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha.

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Aprovada, mas impedida de tomar posse

Apesar da aprovação, Manoella não conseguiu assumir o cargo.

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Segundo a candidata, ela possui autismo e uma doença inflamatória que exigem acompanhamento médico especializado.

As condições de saúde foram avaliadas por uma junta médica da instituição, que concluiu pela impossibilidade de posse no cargo.

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Discussão envolve estrutura de atendimento médico

De acordo com o instituto, a decisão considerou que a estrutura de saúde disponível no município não seria suficiente para atender às necessidades médicas da candidata.

Manoella contesta o entendimento.

A pesquisadora afirma que já atuou como docente temporária na mesma unidade e que teve acesso aos atendimentos necessários durante o período em que trabalhou no local.

Caso chegou aos tribunais

Após ter o pedido negado em primeira instância, Manoella decidiu recorrer à Justiça.

A defesa sustenta que a discussão envolve o direito ao exercício do cargo público para o qual a candidata foi aprovada em concurso.

Agora, o caso aguarda análise das instâncias superiores.

Instituto afirma que seguiu a legislação

Em nota, o Instituto Federal informou que todo o procedimento administrativo foi conduzido conforme as regras previstas no edital e na legislação vigente.

A instituição destacou ainda que não existe decisão definitiva sobre o caso e afirmou que cumprirá integralmente as determinações judiciais que vierem a ser proferidas.

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