Diminui participação de jovens no voto no Rio Grande do Sul
Participação de eleitores de 16 e 17 anos sofre queda de 32% em quatro anos
Rio Grande Record|Do R7
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No Rio Grande do Sul, mais de 50 mil jovens de 16 e 17 anos já se registraram para votar nas eleições de outubro. Contudo, a participação dessa faixa etária tem apresentado uma diminuição significativa, registrando uma queda de 32% em comparação com as eleições gerais de 2022.
Santiago, um jovem de 16 anos, expressa a importância do voto como um meio de exercer a cidadania e garantir que suas convicções sejam ouvidas. Ele ressalta que a participação nesta idade pode ter um impacto direto em seu futuro, considerando que estará em idade adulta e possivelmente na faculdade durante o próximo mandato.
Embora o entusiasmo de Santiago ilustre um aspecto positivo, a realidade é que nem todos os jovens compartilham do mesmo comprometimento. Legalmente, o voto é facultativo para os adolescentes de 16 e 17 anos no Brasil, enquanto a obrigatoriedade se aplica apenas dos 18 aos 69 anos.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do estado, há atualmente pouco mais de 54 mil jovens dessa faixa etária prontos para votar nas próximas eleições gerais. Esta cifra representa um aumento de 6% em relação ao número de eleitores jovens nas eleições municipais de 2020, mas ainda assim, inferior ao registrado em 2022, quando 80.044 jovens estavam aptos a participar do processo eleitoral.
Especialistas apontam para o envelhecimento da população brasileira como um dos fatores que contribuem para essa diminuição, aliado à queda das taxas de natalidade intensificada no período pós-pandemia. Além disso, as redes sociais emergem como uma nova esfera de envolvimento político para muitos jovens, que encontram representação em influenciadores digitais mais do que em figuras políticas tradicionais.
Carol, aos 17 anos, também escolheu tirar o título de eleitor e pretende exercer seu direito ao voto. Ela destaca o papel do voto como uma ferramenta essencial para influenciar o futuro do país e reforçar a democracia. Segundo ela, a educação política que recebeu em casa enfatizou a cidadania e o sentimento de pertencimento, sendo o voto uma forma de determinação do futuro.














