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Porto Alegre: Butantan busca voluntários idosos para estudo de vacina contra dengue

O Instituto Butantan, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, está recrutando voluntários para um estudo que vai avaliar a segurança de uma vacina contra a dengue em idosos.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Instituto Butantan realiza estudo para testar a segurança de vacina contra dengue em idosos.
  • A pesquisa é voltada para voluntários saudáveis de 60 a 79 anos, incluindo portadores de doenças crônicas controladas.
  • O estudo visa comprovar a eficácia do imunizante, dado o aumento dos casos de dengue em idosos, com 431 confirmações somente neste ano no Rio Grande do Sul.
  • Resultados poderão embasar pedido à Anvisa para ampliar uso da vacina para pessoas acima de 60 anos, dado o risco elevado dessa faixa etária.

 

Hoje, no Brasil, a Anvisa autoriza o uso do imunizante para pessoas de 12 a 59 anos, e a pesquisa quer ampliar essa faixa etária.

"O doutor desconfiou de mim", conta aposentada que teve dengue

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Dona Noemia Julieta Teixeira estava tão concentrada em cuidar da mãe, que tinha dengue, que acabou deixando a própria saúde de lado, até que um médico desconfiou dos sintomas que ela também apresentava. "Cansaço, falta de ar e uma dor no corpo... bah, horrível... e daí eu tinha que levar ela no hospital todos os dias... e daí o doutor desconfiou de mim... e daí mandou fazer o teste em mim e deu positivo", relata.

O diagnóstico veio no ano passado, quando ela tinha 72 anos. Noemia se tratou e se recuperou, mas a mãe não resistiu. Hoje, a aposentada faz parte de um grupo que ainda não tem indicação para receber a vacina contra a dengue: os idosos. No Brasil, o imunizante é aprovado para pessoas de 12 a 59 anos. Agora, um estudo do Instituto Butantan quer avaliar a segurança de uma nova vacina em voluntários de 60 a 79 anos.

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Como participar do estudo

Para realizar a pesquisa, o Butantan procura voluntários nessa faixa etária. É preciso estar saudável — quem tem doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, também pode participar, desde que estejam controladas. Das 997 vagas abertas em todo o país, 50 estão disponíveis no Rio Grande do Sul.

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Em Porto Alegre, o recrutamento é feito pelo Núcleo de Pesquisa Clínica do Rio Grande do Sul, na Associação Hospitalar Moinhos de Vento, e pelo Hospital São Lucas da PUCRS. Os voluntários serão acompanhados durante um ano, com avaliações regulares. O objetivo é verificar a segurança da vacina e como o sistema imunológico dos idosos responde ao imunizante.

Estudo pode ampliar indicação da vacina

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Segundo o infectologista do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Ernesto Gewehr Filho, o estudo é muito importante porque visa avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina contra a dengue do Instituto Butantan na população idosa de 60 a 79 anos. Uma vez dentro do estudo, o paciente é sorteado para receber a vacina ou placebo e será acompanhado ao longo de 12 meses, tanto por sinais e sintomas quanto por coletas de exame de sangue para avaliar a produção de anticorpos provocada pela vacina.

Durante o estudo, os participantes serão sorteados para receber a vacina ou um placebo. Ao longo de 12 meses, as equipes vão acompanhar possíveis reações e a produção de anticorpos. Os resultados poderão ser usados em um futuro pedido à Anvisa para ampliar a indicação da Butantan-DV para pessoas com 60 anos ou mais - ampliação considerada importante porque os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.

Gewehr Filho reforça que a dengue atinge todas as faixas etárias, mas apresenta maior gravidade e maior taxa de óbitos principalmente nos idosos, o que torna fundamental ter uma vacina segura para essa população diante de uma epidemia. Ele destaca, ainda, que a participação nos estudos clínicos é essencial, pois a geração desses dados possibilita a expansão das ferramentas de combate à dengue.

Números da dengue no RS

Neste ano, o Rio Grande do Sul já confirmou 2.347 casos de dengue. Desse total, 431 foram registrados entre pessoas de 60 a 79 anos. Três moradores morreram pela doença no estado em 2026, todos idosos.

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