Eleições RS: Paulo Pimenta, candidato ao Senado, é sabatinado na Record Guaíba
O candidato do PT faz promessa polêmica sobre pedágios na Serra e cobra destino de R$ 6,5 bilhões contra enchentes no RS
Rio Grande Record|Do R7
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A partir desta segunda-feira (25), durante oito dias, a Record Guaíba realizará sabatinas, ao vivo, com os candidatos e candidata ao Senado, pelo RS. A duração será de 15min cada, durante o Rio Grande Record. A ordem respeita um sorteio realizado com a presença de todas as assessorias. O primeiro entrevistado foi Paulo Pimenta, do PT.
A entrevista foi conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior e, nela, Pimenta falou sobre investimentos, prazos, e o que a população pode esperar, caso seja eleito. E ele já abriu a rodada de sabatinas falando sobre o futuro da infraestrutura e da segurança climática no Estado. Com fortes críticas à condução das obras no estado, Pimenta revelou bastidores de recursos federais travados e fez promessas importantes para os motoristas da Serra Gaúcha e da Região Metropolitana.
Durante a sabatina, Pimenta relembrou sua trajetória e defendeu que o papel de um senador vai muito além de enviar verbas, exige conhecimento técnico em Brasília e pulso firme para fiscalizar.
Infraestrutura: a promessa de uma rodovia estratégica sem pedágio
Questionado sobre as recorrentes mortes e o histórico de acidentes nas estradas gaúchas, Pimenta afirmou que o governo federal atual investe, hoje, quatro vezes mais nas rodovias do RS do que a gestão anterior. Ele usou, como exemplo, o avanço de obras na BR-116 e a travessia urbana de Santa Maria. No entanto, o ponto alto de suas propostas de infraestrutura envolveu duas obras que prometem mudar o fluxo logístico do Estado: a extensão da BR-448 (Rodovia do Parque), em que revelou ficar pronto, ainda neste semestre, o projeto executivo ligando a rodovia até a serra, garantindo que ”a obra será 100% realizada com recursos federais, totalmente sem pedágio”; e a nova ponte sobre o Rio Jacuí, ligando Triunfo a São Jerônimo, na BR-470, para substituir a atual balsa, criando uma rota direta da serra ao Porto de Rio Grande, sem a necessidade de passar por dentro de Porto Alegre.
Cobrança e revelação sobre os bilhões contra as enchentes
O clima esquentou quando o tema passou para o sistema de proteção contra as cheias, assunto em que Pimenta atuou diretamente, como Ministro da Reconstrução, após o desastre climático que atingiu o RS: a enchente histórica de 2024. O candidato fez uma revelação impactante sobre o ritmo das obras na Região Metropolitana. Segundo Pimenta, o governo federal depositou R$ 6,5 bilhões na conta do governo do Estado em dezembro de 2024, além de garantir três anos de carência na dívida pública (gerando R$ 300 milhões extras por mês para investimentos). Ele criticou abertamente o governador Eduardo Leite pela lentidão no uso desse dinheiro, apontando que quatro obras vitais de diques e bacias (como o dique do Arroio Feijó e o de Alvorada/Viamão) continuam no papel. "Esse dinheiro foi depositado e até agora o governo do Estado não usou nem um centavo. Não concordo com um cronograma que prevê obras de proteção terminando apenas em 2031. Não é possível", disparou o candidato.
Pimenta garantiu que, se eleito, usará o mandato no Senado para ser um agente fiscalizador implacável, cobrando agilidade, tanto do governo estadual quanto de órgãos federais como o DNIT.















