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Caso Pesseghini: sem temer reviravolta, polícia aguarda quebra dos sigilos telefônicos

Linha de investigação aponta para filho de casal de PMs como o autor da chacina

São Paulo|Thiago de Araújo, do R7

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Morte de família de PMs em SP está perto de um desfecho
Morte de família de PMs em SP está perto de um desfecho

A burocracia envolvendo a cessão dos sigilos telefônicos dos celulares da família de PMs morta na Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, ocorrido no início do mês passado, ainda emperra a conclusão do inquérito do caso, conduzida pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Com isso, não está totalmente descartada uma nova prorrogação do prazo.

Segundo o delegado do DHPP, Itagiba Vieira Franco, toda a documentação contida no inquérito foi enviada ao Fórum Criminal da Barra Funda, junto com o pedido de quebra do sigilo dos cinco celulares encontrado na casa da família Pesseghini. Se for concedido pela Justiça, o sigilo com os dados das ligações feitas pelas cinco pessoas mortas na chacina ainda terão de ser levantadas pelas operadoras, para então serem encaminhadas à polícia.


Em entrevista ao R7, Franco explicou que a polícia não tem pressa em concluir os trabalhos e que entende que existe uma demora normal quando existe a necessidade de acesso a dados telefônicos. Assim, ele não garante que o inquérito possa ser concluído ainda neste mês, tampouco no dia 5 de outubro, data prevista com base no pedido de prorrogação feito no início de setembro.

— Não sei se vai dar para terminar esse mês porque é muito demorado esse acesso aos dados telefônicos. A papelada segue no fórum e estamos aguardando para ver se o juiz autorizou as operadoras a nos passarem os sigilos.


Entenda o caso da família morta na Vila Brasilândia

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Mesmo sem isso, a polícia não teme qualquer reviravolta no caso. Com base nos laudos periciais e nos 48 depoimentos, a investigações não aponta dúvidas de que Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, foi o autor dos assassinatos dos pais, a cabo da Polícia Militar Andréia Bovo Pesseghini, e o sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Luiz Marcelo Pesseghini, além da morte da avó, Benedita Oliveira Bovo, e da tia-avó Bernardete Oliveira da Silva. Horas após o crime, Marcelo voltou para casa e suicidou-se.

A importância dos sigilos telefônicos, segundo a polícia, visa apenas confirmar com quem o principal suspeito da chacina e as vítimas conversaram nos momentos anteriores às mortes, definindo também as localizações deles no período que antecedeu os assassinatos. Apenas uma análise desses dados pode levar, se necessário, a novos depoimentos ou buscas de outras provas.


Estudo de Palomba na próxima semana

Itagiba Vieira Franco revelou que o psiquiatra forense Guido Palomba, convidado pelo delegado para traçar um perfil psicológico de Marcelo Pesseghini, prometeu a entrega do seu estudo na próxima semana. O documento também será anexado ao inquérito final, junto com o parecer da psicóloga Vera Lúcia Lourenço, enviado espontaneamente pela profissional.

Palomba já havia dito anteriormente ao R7 que “não tem a menor dúvida” de que Marcelo foi o autor dos crimes na Vila Brasilândia. O psiquiatra afirmou ainda que o seu trabalho trará todos os detalhes que levaram o jovem a cometer a chacina, dando inclusive o nome do distúrbio que teria acometido Marcelo no momento dos assassinatos.

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