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Desabamento: o sonho acabou, dizem operários que saíram do Maranhão para trabalhar em SP

Parentes de vítimas de desmoronamento não querem mais ficar na capital paulista 

São Paulo|Do R7, com Domingo Espetacular

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Obra desabou no começo da manhã de terça-feira (27), na avenida Mateo Bei, em São Mateus
Obra desabou no começo da manhã de terça-feira (27), na avenida Mateo Bei, em São Mateus
Trabalho dos bombeiros na área do desabamento durou três dias
Trabalho dos bombeiros na área do desabamento durou três dias

Sobrevivente do desabamento que deixou dez mortos e 26 feridos, na zona leste de São Paulo, na última terça-feira (27), Gilson Teixeira disse que o sonhos que ele tinha acabaram após a tragédia, que matou o sobrinho dele, Antônio Wellington, de 20 anos.

— Agora, acabou nossos sonhos, que a gente tinha para realizar. Acabou agora. Todo mundo tinha um sonho para realizar. (sic)


Gilson foi um dos trabalhadores que saíram do Maranhão até São Paulo, no começo deste mês, para trabalhar na obra da futura unidade do Magazine Torra Torra, em São Mateus. Ele conta que conseguiu escapar após correr.

— Desmoronou tudo, todo mundo ficou desesperado, prensado, foi triste demais. Não gosto nem de lembrar essa imagem.


A maior parte das vítimas era do mesmo Estado de Gilson e do sobrinho dele, Antônio. Um voo, com nove corpos partiu de Sorocaba, no interior do Estado, para a cidade de Imperatriz, na madrugada de quinta-feira (29). O translado foi pago pela empreiteira que havia contratado os trabalhadores, a Salvatta Engenharia, que prefere não comentar o assunto. 

Os 35 operários moravam em um alojamento que fica ao lado da obra. Um parente de uma das vítimas contou que alguns deles planejavam voltar para o Maranhão no fim do ano.


Segundo Antônio Alisson, um dos operários, eles trabalhavam com carteira assinada e seguro, mas não foram avisados que corriam risco. Ele perdeu o irmão no desabamento e escapou porque saiu por um duto de ar-condicionado. Questionado sobre o futuro, ele não tem dúvidas de que o sonho que tinha quando se mudou já não existe mais.

— Acabou [o sonho]. Aqui em São Paulo acabou. 

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