Família de mulher morta em motel de SP contesta versão de suspeito
Renato Silva alega que os dois tinham um caso extraconjugal, mas que a vítima queria terminar, por isso planejou matá-la. Mulher também era casada
São Paulo|Do R7, com informações da Agência Record

Renato Silva, de 51 anos, acusado de incendiar o motel e matar Jannayna Aparecida, de 26 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele está em quarentena por 14 dias no Centro de Detenção Provisória II de Belém, na zona leste de São Paulo. A família da vítima contesta a versão do suspeito de que os dois tinham um caso extraconjugal. As informações são da Record TV.
O caso aconteceu na Estrada Martim Afonso de Souza, no bairro Buturuju, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na tarde de quarta-feira (26). O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 12h15 e enviou seis viaturas. Dentro de um quarto, foi encontrado o corpo carbonizado em cima da cama.
Em depoimento à polícia, a atendente do motel relatou que, na entrada, foi aberta uma frestinha do carro e foram entregues dois RGs de homens. A PM acredita que o suspeito tentou enganar a polícia que, a princípio, acreditou que se tratava de uma travesti.
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Renato tentou ir embora do motel após o início do fogo, mas foi barrado pelos funcionários. A recepcionista acionou a PM.
O suspeito apresentou duas versões à polícia. Na primeira, ele relatou que estava acompanhado de uma travesti. Depois disse que uma mulher o acompanhava e que queria reatar o relacionamento. Ele teria dito que os dois eram amantes e que Jannayna queria terminar o romance, por isso planejou matá-la.
Mas a família não acredita no suspeito. Karina Gregório é prima da vítima e afirma: "A gente tem certeza que ele está mentindo. Jannayna nunca foi amante dele, ela não precisava disso. Se ele tentou alguma coisa e ela não quis dentro do carro, ele forçou ela, então seria um sequestro. Se ela entrou morta no motel, ela não queria, por isso ele não quer assumir".
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A Polícia Civil encontrou dentro do carro do homem uma caixa de fósforo, um galão de combustível e luvas, o que indica que o crime foi premeditado. No veículo, também foi localizado o RG de Jannayna.
Renato teria trabalhado na madrugada, saiu do serviço e no final da manhã foi para o motel com a mulher.
Familiares da vítima estiveram na delegacia e reconheceram os pertences dela. A cunhada de Jannayna, Fabiana, apresentou uma terceira versão do caso, afirmando que a vítima tinha ido de encontro com o suspeito porque ele havia oferecido uma vaga de emprego a ela.
O marido de Jannayna afirmou que a vítima tinha saído para entregar currículo. Por volta das 12h eles costumavam almoçar juntos, porém ela não atendeu às ligações. Às 17h30, o marido ligou novamente e quem atendeu foi a polícia, informando o ocorrido.
Renato é casado, funcionário da Prefeitura de São Bernardo do Campo, além de trabalhar como auxiliar de limpeza no Cemitério de Vila Euclides e fazer bicos como segurança. A esposa, a nora e o filho dele também prestaram depoimento.
As famílias dos dois eram bem próximas e frequentavam a casa uma da outra. Jannayna era casada há mais de uma década e tinha duas filhas, de oito e quatro anos.
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O corpo de Jannayna ainda está no IML (Instituto Médico Legal). Apenas o laudo irá indicar a causa da morte e o horário aproximado.
Enquanto isso, Karina pede justiça: "A gente não quer que a imagem dela fique desse jeito porque ela não era assim. Que ele pague pelo que fez".
O caso foi registrado como feminicídio no 3° Distrito Policial de São Bernardo do Campo.













