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Avanços científicos melhoram condições e expectativa de vida de pessoas com Down

No passado, portadores viviam até 20 anos, hoje ultrapassam os 60 anos

Saúde|Do R7

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Romário ao lado da filha Ivy, nove anos de idade, portadora da síndrome de Down
Romário ao lado da filha Ivy, nove anos de idade, portadora da síndrome de Down

Nesta sexta-feira (21) comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, a fonoaudióloga Sandra Cristina explica que houve avanço tecnológico e científico que trouxe melhores condições e expectativa de vida para os portadores.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui 300 mil pessoas com a alteração genética. No passado, sua expectativa de vida era, em média, de 20 anos, mas, em virtude do avanço dos tratamentos médicos, hoje existem casos de indivíduos que chegam e ultrapassam os 60 anos.


De acordo com a fonoaudióloga, uma das principais causas no passado de morte precoce em portadores da síndrome de Down era a cardiopatia, que acomete 60% dos pacientes.

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— Antigamente não se tinha condições de operar casos de cardiopatias que tem necessidade de intervenção no primeiro ano de vida, com o avanço

Pacientes com síndrome de Down devem ter acompanhamento de um médico clínico, endocrinologista, oftalmologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, dentista, entre outras especialidades que podem ser necessárias.


— O psicólogo também é importante, principalmente no suporte familiar, tanto na necessidade de se reformular expectativas, como também para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta.

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Muitas pessoas acreditam que pessoas com a condição não podem ter filhos, mas, segundo a fonoaudióloga, isso não é verdade. Contudo, existe uma preocupação de especialistas sobre como o déficit cognitivo da uma pessoa com Down pode interferir na hora de começar uma família.

— Não existe a compreensão plena das responsabilidades, pois, pelo prejuízo intelectual, eles podem não apresentar a maturidade necessária para terem um relacionamento sexual com os seus devidos cuidados, nem a percepção clara das responsabilidades de se gerar um filho.

Uma das principais preocupações de antigamente girava em torno do futuro dessas crianças. Tempos atrás, pessoas com a síndrome não tinham uma boa perspectiva no mercado de trabalho, mas hoje, afirma a fonoaudióloga, o panorama é outro. As empresas abrem vagas específicas para pessoas com Down e há relatos de pessoas que chegaram a cursar faculdade.

― Há muitas oportunidades profissionais, porém com algumas restrições nas atividades a serem exercidas, em muitos casos. Com o aumento da expectativa de vida e melhores condições de reabilitação e educação, a profissionalização é uma das maiores demandas nos dias de hoje

Entenda o que é a Síndrome de Down

A síndrome de Down é uma alteração produzida pela presença de um cromossomo mais no par 21. A maioria das pessoas com esta síndrome tem a trissomia 21 simples. Isso significa que um cromossoma extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais.

Esta modificação genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas.

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