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‘Eliminação é diferente de erradicação’, reforça infectologista sobre sarampo no Brasil

São Paulo registrou sétimo caso da doença no estado; alta transmissibilidade do vírus preocupa especialistas

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois novos casos de sarampo foram confirmados em São Paulo, totalizando sete infectados em 2026.
  • A Secretaria de Saúde de São Paulo está preocupada com a alta transmissibilidade do vírus e reforça a vacinação com a dose zero da tríplice viral.
  • A maioria dos casos em São Paulo foram contraídos em viagens internacionais, especialmente para os EUA, Canadá e México, que enfrentam uma onda de casos.
  • O infectologista Guilherme Roveri alerta para a importância da vacinação, especialmente para recém-nascidos, idosos e imunossuprimidos, devido à alta capacidade de transmissão do sarampo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais dois casos de sarampo foram confirmados pelo governo de São Paulo nesta terça-feira (30). A alta transmissibilidade do vírus preocupa a Secretaria de Saúde do estado, que já registrou ao todo sete infectados em 2026. Para tentar prevenir o retorno da doença, autoridades reforçaram a aplicação da dose zero da tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.

O médico infectologista Guilherme Roveri aponta que a maioria dos casos em São Paulo até agora foi contraída em viagens internacionais, uma vez que os Estados Unidos, Canadá e México — países anfitriões da Copa do Mundo de 2026enfrentam uma onda de casos. O status de eliminação do sarampo no Brasil fez com que muitos se tranquilizassem em relação à vacina, mas Roveri faz um alerta:


“Eliminação é diferente de erradicação. [...] É como se a gente aplicasse álcool gel na mão. A gente eliminou ali as bactérias locais, enquanto elas continuam em todo o entorno. [...] Erradicar é eliminar completamente”, diferenciou no Conexão Record News desta quarta-feira (1º), em que fez um pedido à audiência para imunizar o público mais vulnerável, composto por recém-nascidos, idosos e imunossuprimidos.

“Enquanto os outros vírus têm a capacidade de infectar uma, duas ou três pessoas por vez, o sarampo consegue de 10 a 20, pelo menos. [...] A preocupação é: se já temos sete casos e a vacinação está diminuindo, [...] será que isso não pode perder o controle?”, indagou o infectologista.

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