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Entenda como a doença degenerativa que matou Eric Dane ataca o sistema nervoso

Médico explica o impacto gradual da esclerose lateral amiotrófica na mobilidade e nos movimentos voluntários do paciente

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Eric Dane faleceu devido à esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa sem cura.
  • O médico Francisco de Assis Aquino Godim explica que a ELA afeta a mobilidade e o controle muscular do paciente ao longo do tempo.
  • A evolução da doença pode ser influenciada por decisões do paciente em relação aos tratamentos disponíveis.
  • A genética desempenha um papel importante na ELA, com 10 a 20% dos casos relacionados a herança familiar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ator Eric Dane, conhecido por interpretar o médico Mark Sloan em Grey’s Anatomy, e Carl Jacobs, na série Euphoria, faleceu nesta quinta-feira (19) devido à doença neurodegenerativa rara que não possui cura: ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Em entrevista ao Hora News, Francisco de Assis Aquino Godim, membro da Academia Brasileira de Neurologia, explica como a doença vai lentamente afetando a mobilidade do paciente.

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“A esclerose lateral amiotrófica, ela é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, em que você tem um adoecimento dos neurônios, que controlam os movimentos voluntários e que partem do córtex motor, da cabeça até a medula espinhal e da medula espinhal até os músculos; a pessoa vai lentamente perdendo o controle dos músculos em diferentes padrões de evolução”, afirma.

O médico pontua que, apesar das notícias de que a doença se desenvolveu rapidamente para Eric Dane, esse curso geralmente pode ser lentificado se o paciente opta por não fazer determinados tipos de tratamento. “A gente tem que levar em consideração que ninguém sabe o que estava nos bastidores em relação aos desejos do próprio ator em relação a terapêuticas sobre a sua doença. Porque a doença normalmente tem um curso mais prolongado, mas algumas pessoas optam por não receberem determinados tipos de tratamento. Então isso pode ter acontecido particularmente com ele”, afirma.

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Ele também ressalta que, embora ainda não se saiba se a genética é totalmente responsável pela doença, há consenso de que ela desempenha um papel relevante no desenvolvimento da condição.

“A gente sabe que a genética é certamente importante e 10 a 20% dos casos têm uma genética clara de herança familiar, com padrões chamados mendelianos, que você sabe bem de onde é que veio, mas é difícil explicar, mas provavelmente a ideia mais atual é de que existe, sim, um componente genético”, complementa o médico.

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