Estudo da Fiocruz faz mapeamento da farmoquímica nacional
Saúde|Do R7
O Brasil é o principal mercado farmacêutico da América Latina e o sexto do mundo - movimentou cerca de US$ 28,5 bilhões em 2012, de acordo com dados do IMS Health. Mas, mesmo com a posição de destaque, o País produz somente cerca de 1% do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), substância responsável pelo efeito terapêutico do medicamento, em comparação ao total importado. O resultado é um déficit de US$ 2,4 bilhões neste segmento, segundo dados de 2010.
Com o objetivo de conhecer o setor farmoquímico nacional, um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) traçou um mapeamento das empresas, sua capacitação técnico-operacional e capacidade de investimento - além do diagnóstico para este segmento industrial. O trabalho, realizado entre 2011 e 2013 e intitulado "Avaliação do setor produtivo farmoquímico nacional - capacitação tecnológica e produtiva", pode servir de base para respaldar uma série de ações governamentais, sendo a principal uma política industrial para o setor, a fim de reduzir o déficit da balança comercial brasileira na área.
Os resultados do estudo foram apresentados pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Jorge Bermudez, em audiências públicas realizadas em Brasília, na Câmara dos Deputados e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com participação de empresários, gestores públicos, associações de classe e membros da academia.
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