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Estudo que deu origem à vacina da dengue ‘seguiu todos os ritos regulatórios’, diz Anvisa

Uso do imunizante é suspenso após casos de reações adversas; duas mortes são investigadas

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério da Saúde suspende uso da vacina contra dengue do Instituto Butantan após casos de reações adversas.
  • Anvisa e Butantan investigam três casos graves e 42 reações adversas, com acompanhamento de painel de especialistas.
  • Apesar dos eventos, Anvisa destaca que a vacina passou por todos os ritos regulatórios e que os casos são raros.
  • Butantan, com 125 anos de história, reforça compromisso com rigor científico para demonstrar benefícios da vacina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão do uso da vacina do Instituto Butantan contra a dengue. Três casos graves e mais 42 reações adversas ao imunizante são investigados. Em entrevista coletiva, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, informou que a instituição faz um monitoramento de forma contínua e em diálogo com o Butantan.

“É muito importante fazer essa depuração de todos esses dados e ter um processo um pouco mais conclusivo, um pouco mais direto de todos esses casos encontrados. Para isso, a gente vai acompanhar com essas informações, acompanhar esses estudos e vamos chamar também um painel de especialistas para poder estar acompanhando isso”, afirmou.


Instituições vão contar com 'principais pesquisadores da área' para avaliar dados Butantan/Arquivo

Segundo Safatle, a ideia é trazer os principais pesquisadores da área para colaborar com a avaliação dos dados. Ainda assim, o diretor ressaltou que o estudo que deu origem ao imunizante “seguiu todos os ritos regulatórios”, e que o incidente não desqualifica uma das principais instituições brasileiras de pesquisa.

“A gente está falando de um cenário com quase 500 mil vacinas aplicadas. Alguns eventos muito raros começam a aparecer. Agora, o objetivo para a Anvisa é acompanhar e avaliar esses casos de forma bastante consistente”, concluiu.


Ainda durante a entrevista coletiva, o professor Esper Kalas, diretor do Butantan, lembrou que o Instituto trabalha no desenvolvimento da vacina há aproximadamente 20 anos. Ele destacou que a discussão sobre o licenciamento com a Anvisa se deu de forma “extremamente responsável”, diante da emergência de saúde pública da dengue.

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“O Instituto Butantan vinha, inclusive a pedido do próprio governador Tarcísio [de Freitas, de São Paulo], se dedicando e investindo na produção mesmo antes da aprovação, porque a gente sabia da necessidade que existe de enfrentamento da dengue no país.”


Ele destacou que, nos últimos cinco anos, a dengue matou quase 10 mil pessoas no Brasil, enquanto os voluntários participantes do estudo tiveram uma estimativa média de 65% de proteção contra a doença. “Depois que a gente tomou conhecimento desses dados que foram compilados pelo Programa Nacional de Imunização, também temos discutido a implicação desses resultados”, disse.

Além de uma avaliação minuciosa das reações registradas, a instituição deve propor novos estudos e uma integração de bases de dados junto ao Ministério da Saúde. “O nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível, e a gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada essa vacinação”, encerrou.

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