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Vacina da dengue: ‘Vida real’ pode evidenciar eventos raros não previstos, segundo PNI

Diretor do Programa Nacional de Imunizações diz que sistema de vigilância é usado com frequência durante aplicação de imunizantes

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra dengue do Instituto Butantan.
  • Farmacovigilância é usada para monitorar a segurança das vacinas no Programa Nacional de Imunizações.
  • Três casos de dengue grave estão sendo investigados, com dois evoluindo para óbito.
  • Decisão busca tempo para estudos adicionais e avaliação de riscos e benefícios da vacina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), que irá suspender temporariamente o uso da vacina do Instituto Butantan contra a dengue. Durante entrevista coletiva, Eder Gatti, diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), destacou que a farmacovigilância é um método utilizado com frequência no PNI.

“Nós monitoramos, a todo momento, a segurança das nossas vacinas. Então, tem um sistema de vigilância com um sistema de informação em que profissionais da saúde reportam ao Ministério da Saúde, e tem todo um fluxo de investigação e avaliação de causalidade que envolve também estados e municípios”, disse.


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Segundo Gatti, o sistema de vigilância é sensibilizado a cada nova vacina que entra no programa. “Os estudos clínicos observam a segurança da vacina, porém, em uma situação de vida real em que a gente vacinou um número maior de pessoas, eventos raros, que não foram observados nos estudos clínicos, podem aparecer”, explicou.

Gatti afirmou que existem três casos sendo investigados como dengue grave, em que os pacientes tiveram sintomas clínicos da doença que apresentaram gravidade: uma mulher de 39 anos, uma de 48 e um homem de 58 — os dois últimos evoluíram para óbito.


“Cada um desses casos foi avaliado por esse Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e de outros Imunobiológicos, o Cifavi, e também o sinal de segurança, ou seja, todo o conjunto de casos também foi apreciado por nossa câmara técnica de assessoramento da imunização”, esclareceu.

Ele assegurou que o histórico clínico da pessoa, possíveis doenças pré-existentes, fatores de risco individuais, causas alternativas, desvios de qualidade e eventuais erros de imunização farão parte da investigação.


Essa decisão não invalida a eficácia, mas ela busca ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de risco ou cenários em que o benefício da vacinação superaria os riscos”, ressaltou Gatti.

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