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Hospital ajuda paciente com câncer a perder medo de operar 

Projeto já reduziu em 10% as desistências ao tratamento cirúrgico

Saúde|Do R7

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Pacientes com câncer participam de "intensivão" para perder medo
Pacientes com câncer participam de "intensivão" para perder medo Rudyanto Wijaya/Getty Images/iStockphoto

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) desenvolveu um projeto inédito no País chamado APTO, que visa orientar e preparar os pacientes para a cirurgia e para o período pós-operatório. A iniciativa já fez cair em 10% o número de desistências ao tratamento cirúrgico. 

Divididos em grupos conforme as especialidades médicas (gastroenterologia, cabeça e pescoço, mastectomia, urologia e ginecologia), os pacientes participam de uma espécie de “intensivão”, em que assistem a um vídeo com o passo a passo de todo o processo que passarão pelo hospital, desde o momento da internação até o término da cirurgia. 


Durante a aula, os participantes também têm a oportunidade de manusear e conhecer os dispositivos que serão utilizados após a cirurgia como sondas, drenos e expansor mamário, por exemplo. Ao término da apresentação, todos preenchem um questionário para avaliar se as orientações foram absorvidas. 

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O atendimento dura cerca de duas horas e conta com a presença de enfermeiro e psicólogo, podendo ser acompanhados de fisioterapeuta, fonoaudiólogo, e nutricionista, dependendo da característica de cada equipe, explica a coordenadora de enfermagem do projeto, Priscila Rangel

— As pessoas têm medo do desconhecido, por isso, nosso objetivo é desvendar, de forma didática, os mitos relacionados aos procedimentos cirúrgicos, além de orientar sobre ações que podem melhorar a qualidade de vida durante a fase de reabilitação. Conseguimos diminuir a incidência de recusa por medo e problemas psicosociais. 


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Cerca de dois mil pacientes já passaram pelo programa. Destes, 99% realizaram a cirurgia com sucesso. Já em relação aos pacientes que não participaram do projeto, o número de adesão a cirurgia cai para 90%. 

— Apesar de ser um atendimento coletivo, nos atentamos às individualidades de cada paciente. Agora, o segundo passo do projeto é realizar intervenções individuais nos cancelamentos cirúrgicos de todas as especialidades, mesmo os que ainda não fazem parte do programa.

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