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Internação de idosos cai 62% em São Paulo por causa de vacina contra a gripe

Taxa de mortalidade também diminui. Em dez anos, queda foi de 43,4%

Saúde|Do R7

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Além dos idosos, grávidas são público alvo da vacinação
Além dos idosos, grávidas são público alvo da vacinação Alexander Raths/Getty Images/iStockphoto

As internações de idosos com 60 anos ou mais em hospitais públicos do Estado por complicações decorrentes da gripe caiu 62% depois que a vacinação contra a doença, mostra pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizada em parceria com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Segundo o estudo, entre 1995 e 1998 a média de internações de idosos por doenças respiratórias associadas ao vírus Influenza em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) era de 5.982 por ano. De 1999 (ano de introdução da vacina) a 2009, a média caiu para 2.275.


Campanha de vacinação contra gripe imunizou menos de 30% do público alvo

Os dados também apontaram queda de 43,4% nas mortes de idosos causadas por doenças respiratórias associadas à gripe. De 1995 a 1998 a média foi de 1.921 mortes por ano. Já entre 1999 e 2009 a média caiu para 1.088 mortes anuais.


A médica infectologista do Hospital do Emílio Ribas, Ana Freitas Ribeiro, afirma que é essencial se vacinar.

— A partir desta análise, não resta dúvida de que as pessoas não devem perder, de forma alguma, a oportunidade de se vacinar contra a gripe, em especial aquelas que têm mais probabilidade de desenvolverem complicações do vírus Influenza, como é o caso dos idosos, por exemplo.


Campanha de vacinação contra a gripe termina na próxima sexta-feira

Além dos idosos, crianças de seis meses a cinco anos, puérperas (que tiveram bebês nos últimos 45 dias), pessoas com doenças crônicas, profissionais de saúde, indígenas, a população carcerária, trabalhadores do sistema penitenciário e gestantes são considerados grupos mais expostos e vulneráveis às complicações da gripe. A campanha de vacinação contra a gripe vai até o próximo dia 22 de maio em São Paulo.


Gestantes

Na mesma linha de trabalho, a médica também fez outro estudo voltado especificamente à investigação de mulheres grávidas que tiveram gripe A H1N1 durante a pandemia de 2009. Os dados mostram que não só as mães, como também os bebês podem sofrer as consequências da gripe durante a gestação.

O levantamento mostrou que 48 gestantes morreram no Estado de São Paulo com quadro de doença respiratória aguda na época. Em 26 dos casos (ou 54%), houve perdas fetais (aborto ou morte do bebê) em função das complicações na saúde da mãe.

Outras 185 mulheres que foram internadas por conta de gripe conseguiram sobreviver à doença, porém 24 (ou 12%) delas acabaram dando à luz enquanto estiveram internadas e em quase metade destes casos (11), os bebês nasceram prematuros. A vacinação contra a gripe para as grávidas começou no ano seguinte, em 2010. 

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