Saiba o que é a bichoterapia e os benefícios que ela pode trazer às crianças
Objetivo é ‘transformar a aversão no amor’, segundo bióloga; serviços envolvem animais exóticos e de aparências variadas
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Lagartos, cobras, baratas e insetos podem causar um frio na espinha de algumas pessoas. Ao longo da vida, traumas e experiências ficaram associados a tais animais, que, pouco a pouco, se transformam em criaturas a serem evitadas. A bióloga Laís Caccia, entretanto, acredita que até mesmo os seres mais exóticos podem tornar-se amigos. Por isso trouxe ao Link News desta quinta-feira (2º) alguns convidados especiais.
A galinha sedosa chinesa Sol, o lagarto pogona Panqueca e uma barata de Madagascar acompanharam a entrevista que abordou uma área da terapia que começou na Inglaterra e agora começa a crescer no Brasil: os serviços assistidos por animais, ou bichoterapia, algo cada vez mais popular entre as crianças.

A aparência incomum pode gerar confusão naqueles que estão acostumados com terapias envolvendo cavalos e cachorros, mas Laís explica que o principal objetivo é “transformar a aversão no amor”. Seja por meio de atividades terapêuticas, educativas ou de recreação, os serviços visam apresentar a natureza aos pequenos em um ambiente controlado e seguro, sempre com o acompanhamento de especialistas.
“Vou deixando o medo de lado e conhecendo aquele animal. [...] A gente acredita que só amamos o que conhecemos e só protegemos o que amamos”. A bióloga explica que o trabalho envolve apresentar os hábitos dos bichos e os motivos por trás de eles apresentarem a aparência que possuem, trabalhando assim o controle emocional, a criatividade, imunidade e a concentração das crianças.

Estão enganados, contudo, os que acreditam que elas ficam assustadas. “É muito louco porque a gente tem essa crença de que a criança vai gostar mais dos animais mais fofos. Só que, às vezes, quando a gente está ali num grupo de 40 crianças, dois estão apaixonados pelo cachorro, os outros estão apaixonados pelo réptil”, conta Laís, surpresa.
Entretanto, a especialista reconhece que a segurança é essencial: “Não é porque eu tenho cobra que minha filha vai em uma trilha pegar uma na mão. Ela tem total consciência do perigo. [...] Todo animal está preparado para se defender. Então a gente tem que sempre saber se o animal pode morder. [...] É uma sessão em que ambos precisam estar bem, tanto a criança quanto o animal”.

Já para os que sempre sonharam em ter um tucano ou outros animais exóticos em casa, Laís informa que é necessário antes entrar em contato com criadores autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pesquisar bem sobre a espécie. “‘Ah! Eu quero um jabuti!’, mas ele vai viver 80 anos e eu já tenho 30. [...] Então, muita responsabilidade na hora dessa compra”.
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