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Análise: ampliar vacinação pode reduzir casos graves gerados pelo vírus sincicial respiratório

Alta circulação do VSR mantém estados em alerta; especialistas reforçam a importância da imunização contra doenças respiratórias

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil enfrenta um aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave devido à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR).
  • O VSR foi responsável por 53% das infecções respiratórias recentes no país, afetando principalmente bebês, idosos e imunossuprimidos.
  • Especialistas destacam que a vacinação contra o VSR pode reduzir significativamente casos graves, internações e óbitos, mas a vacina ainda não está amplamente disponível.
  • A combinação de fatores como temperaturas baixas e ambientes fechados durante o outono e inverno favorece a transmissão de vírus respiratórios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil vive um cenário preocupante de aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave. A maioria dos estados ainda apresenta a incidência da síndrome em nível de alerta de risco ou alto risco. Segundo o InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a alta se deve à maior circulação do VSR, o vírus sincicial respiratório, acentuada pelo período do outono e do inverno.

Nas últimas semanas, o VSR foi responsável por 53% das infecções respiratórias no país e pela maior parte dos casos de bronquiolite e pneumonia em bebês de até 2 anos. Além das crianças, a doença também pode causar quadros graves em idosos e imunossuprimidos.


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O aumento dos casos durante o outono e inverno já era esperado, segundo a infectologista da Beneficência Portuguesa, Dra. Lilian Avilla. Ela explica que a combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados favorece a transmissão dos vírus respiratórios. Além disso, o frio provoca alterações no trato respiratório que dificultam a resposta do organismo contra infecções, aumentando a circulação dessas doenças durante essa época do ano.

A especialista também destaca que pessoas com doenças crônicas, comorbidades ou com o sistema imunológico comprometido podem apresentar coinfecções, quando mais de um vírus age simultaneamente. Sobre o monitoramento das infecções, ela ressalta a importância da testagem. “Nós temos à disposição, em muitos locais, testes que são necessários para fazer essa diferenciação. É graças a eles que a gente consegue ter informações como as do InfoGripe.”


Segundo Avilla, estudos já demonstram que a vacinação contra o VSR é capaz de reduzir de forma significativa os casos graves, as internações e até os óbitos relacionados à doença. “Não só por causa da imunidade contra o vírus que o organismo aprende a montar recebendo a vacina, mas porque, impedindo essas infecções, nós também impedimos alguns problemas que podem ser consequentes da infecção pelo VSR”. Apesar dos resultados positivos, ela lembra que esse imunizante ainda não está amplamente disponível para toda a população.

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