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‘Beijo da morte’: o mecanismo que pode ampliar a proteção contra a malária

Pesquisadora da Fiocruz explica que descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de vacinas capazes de combater o parasita

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Fiocruz descobriu fragmentos de proteína do Plasmodium que podem ajudar a criar uma vacina mais eficaz contra a malária.
  • A descoberta, publicada na revista Nature, sugere que linfócitos T CD8 desempenham um papel crucial na proteção contra a doença.
  • O mecanismo identificado, chamado "beijo da morte", permite que células de defesa ataquem diretamente células infectadas.
  • A pesquisa está em fase de testes toxicológicos e busca recursos para avançar para testes clínicos em humanos.

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Uma descoberta da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) pode revolucionar a imunização contra a malária. Pesquisadores encontraram um conjunto de fragmentos de uma proteína do protozoário causador da doença, o Plasmodium. Essa descoberta pode ajudar na criação de uma vacina que protege contra mais tipos de parasitas.

Atualmente, existem duas vacinas aprovadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que proporcionam uma proteção parcial. A descoberta foi publicada na revista científica Nature na última quarta-feira (1º). Segundo Caroline Junqueira, coordenadora do estudo e pesquisadora da Fiocruz Minas Gerais, os resultados representam uma mudança na forma como a comunidade científica compreende a resposta do organismo contra a doença.


Enquanto as vacinas atualmente disponíveis são baseadas na produção de anticorpos, a pesquisa mostrou que os linfócitos T CD8 também desempenham um papel fundamental na proteção contra a malária. “É aí que se muda o paradigma, porque, se a resposta de anticorpos por si só não está sendo capaz de induzir uma proteção suficiente, a gente vem com essa nova perspectiva de contexto da resposta protetora”, afirma.

Os cientistas identificaram fragmentos do parasita capazes de acionar essas células de defesa, que atacam diretamente as células infectadas em um mecanismo conhecido pelos pesquisadores como “beijo da morte”. Diferentemente das vacinas atuais, que atuam apenas em uma fase específica da infecção, os fragmentos descobertos estão presentes ao longo de todo o ciclo do parasita no organismo.


A pesquisa é desenvolvida há quase 15 anos e já está em fase de testes toxicológicos. Segundo Junqueira, o próximo passo depende da captação de recursos para a realização dos testes clínicos em humanos e da submissão do projeto à Anvisa.

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