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Mais Médicos: cubana pedirá na Justiça pagamento de valor pago a outros participantes 

Profissional abandonou o programa e pediu refúgio político ao Brasil

Saúde|Do R7

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A médica faz parte dos cerca de 7.400 médicos cubanos que participam do programa
A médica faz parte dos cerca de 7.400 médicos cubanos que participam do programa

A médica cubana, Ramona Rodrigues, 51 anos, que deixou o Mais Médicos e pediu refúgio político no Brasil, vai entrar na Justiça do Pará para receber a diferença do valor recebido pelos outros participantes do programa. A informação é da assessoria de imprensa do DEM (Democratas).

Segundo o líder do partido, Mendonça Filho a legislação brasileira estabelece que qualquer pessoa que seja diminuída do valor do trabalho e tratada de forma desigual tem o direito de reivindicar dano moral.


— Em relação ao dano moral, temos conhecimento de que vários cubanos que estão refugiados em Miami e que entraram com esse processo na corte internacional já tiveram decisão favorável com arresto de mais de US$ 50 milhões das PDVSA (petroleira venezuelana) por ser uma empresa internacional. Sem dúvida alguma, o Brasil também vai ter que responder.

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A médica faz parte dos cerca de 7.400 médicos cubanos que participam do programa do governo brasileiro que prevê a contratação de profissionais estrangeiros para atender as áreas mais pobres do País. A cubana, que tinha sido enviada a Pacajá (PA), deixou o posto de saúde que atendia e viajou para Brasília para buscar a ajuda prometida pelos dirigentes do DEM aos médicos ilhéus dispostos a desertar.

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Ramona alega haver sido enganada pelo governo cubano devido a que recebe US$ 400 por seu trabalho no Brasil apesar do acordo entre ambos governos prevê o pagamento de R$ 10 mil (uns US$ 4.166,7) mensais por cada profissional. Segundo Matos, o governo cubano lhe informou que outros 600 dólares serão depositados mensalmente em uma conta em Cuba, mas que apenas poderá reclamá-los no final dos três anos do contrato.

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A profissional também denunciou que o governo cubano a enganou ao prometer-lhe que poderia trazer temporariamente sua família ao Brasil e disse que vivia melhor com 200 dólares mensais na Bolívia que com US$ 400 neste país, que considerou muito caro. Matos relatou que seu marido vive nos Estados Unidos e que teme ser detida se retorna a Cuba ou que sua filha, que permanece na ilha, sofra represálias.

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