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Mesmo com sucesso da luta contra Aids na África do Sul, prevenção é prejudicada

Pessoas não levam o vírus do HIV a sério, em particular, os jovens

Saúde|Do R7

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A expectativa de vida da população melhorou radicalmente, passando de 51,6 anos em 2005 para 60 anos atualmente
A expectativa de vida da população melhorou radicalmente, passando de 51,6 anos em 2005 para 60 anos atualmente

Na África do Sul, o país mais afetado no mundo pela Aids, o medo de morrer desta doença diminuiu graças aos tratamentos antirretrovirais, mas a consequência é que os moradores descuidam as medidas preventivas.

Depois de um longo período de táticas dilatórias, as autoridades sul-africanas garantem desde 2004 uma distribuição pública gratuita de tratamentos que não está totalmente generalizada, mas que chega a 2,4 milhões de pacientes, o dobro de três anos atrás.


A expectativa de vida da população, que tinha caído radicalmente em um país onde há 12,3% de pessoas afetadas pela Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida), ou seja, 6,4 milhões de pessoas, melhorou radicalmente, passando de 51,6 anos em 2005 para 60 anos atualmente.

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Em frente ao hospital Helen Joseph, um dos maiores de Johannesburgo, a distribuição de remédios é feita em dez minutos. Um médico vê o paciente e transmite eletronicamente a receita à farmácia, onde 90 segundos depois um robô faz cair as preciosas caixas em um distribuidor automático.


A iniciativa financiada com ajuda americana põe em evidência os avanços feitos desde a época do presidente Thabo Mbeki, quando foram necessárias manifestações e uma decisão judicial em 2002 para obrigar o governo a reagir contra a Aids.

No entanto, a consequência paradoxal desde amplo acesso aos medicamentos é que "as pessoas não levam o vírus do HIV (imunodeficiência humana) a sério como deveriam, em particular pessoas da minha idade", destacou Palesa Motau, de 21 anos, assessora voluntária para a Aids na Universidade de Pretória.

Por outro lado, 480 milhões de preservativos foram distribuídos gratuitamente no ano passado. Trata-se de um esforço extraordinário, embora sejam necessários 650 milhões, segundo um especialista da Unicef, a agência da ONU para a proteção da infância.

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