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“Não tenham vergonha de abrir a boca”, diz ministro para médicos cubanos 

Alexandre Padilha pede para profissionais não deixarem que a língua seja uma barreira 

Saúde|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

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Padilha participa de aula inaugural de acolhimento de cubanos
Padilha participa de aula inaugural de acolhimento de cubanos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quarta-feira (13) da aula inaugural de acolhimento a nova leva de médicos cubanos — cerca de 3.000 profissionais vão atuar em mais de 1.700 municípios brasileiros.

Padilha pediu para os médicos não deixarem que a língua seja barreira para o contato com os pacientes. O ministro incentivou os colegas a se comunicarem em português.


— Não tenham vergonha de abrir a boca, falar português, vocês vão ver que no Brasil tem várias formas de falar português. Eu trabalhei anos com povos indígenas, não sei falar nenhuma língua [indígena], mas isso não me impediu de salvar vidas. O mais importante é querer se comunicar.

Ministro promete 700 profissionais do Mais Médicos em PE até março de 2014


Muito aplaudido pelos cubanos, Padilha deu as boas vindas aos médicos que atuarão, principalmente, em regiões carentes do País, como o semiárido, áreas de comunidades quilombolas e cidades de baixo ou muito baixo Índice de Desenvolvimento Humano.

Segundo o ministro da Saúde, todos os municípios considerados prioritários, ou seja, aqueles que não tinham nenhum médico, vão receber pelo menos um profissional do programa Mais Médicos até o fim do ano.


— Até dezembro todos os municípios nordestinos terão médicos, todos os municípios do Jale do Jequitinhonha, todos os municípios da região Norte que aderiram ao programa. No terceiro mês da chegada dos médicos estamos preenchendo as vagas não ocupadas pela segunda etapa, vamos fazer com que todos os municípios que precisavam de médicos, tenham pelo menos um médico.

Quase a metade do novo grupo atenderá a região Nordeste (1.416). O Sudeste receberá 566 profissionais e o Norte, 459, seguido do Sul com 398 e o Centro-Oeste com 144 profissionais.

Até o fim do ano, 6.600 médicos estarão atuando no País. Atualmente, são 3.663 profissionais em 1.099 municípios e 19 Distritos Sanitários Indígenas. 

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