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Entenda os riscos do uso de peptídeos e por que o perigo é maior para as mulheres

Substâncias muitas vezes usadas para ganho muscular, perda de gordura e para atrasar o envelhecimento ainda não são liberadas no Brasil para fins estéticos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os peptídeos não são liberados no Brasil para fins estéticos e podem ser perigosos sem avaliação médica.
  • Mulheres têm até duas vezes mais risco de reações adversas a medicamentos do que homens.
  • Substâncias devem ser aprovadas pela Anvisa para garantir segurança e eficácia.
  • Peptídeos aprovados para uso cosmético são de uso externo e não injetável.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os peptídeos, substâncias muitas vezes usadas para ganho muscular, perda de gordura e para atrasar o envelhecimento, ainda não são liberados no Brasil para fins estéticos. O uso indevido e sem avaliação médica dessas substâncias pode trazer vários perigos à saúde, principalmente das mulheres, que possuem até duas vezes mais riscos que os homens de apresentar reações adversas a medicamentos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (7), Patrícia Giordani, farmacêutica e bioquímica do CFF (Conselho Federal de Farmácia), diz que “alguns já são registrados como medicamentos, como o caso da tirzepatida, semaglutida para o emagrecimento, e outros são uma promessa na área de rejuvenescimento, de regeneração tecidual e anti-envelhecimento, e também no ganho de massa muscular. É por isso que se tem falado tanto sobre peptídeos atualmente”.


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Segundo ela, qualquer substância que não tenha sido previamente avaliada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pode trazer um risco até mesmo desconhecido. Patrícia explica que, no caso dos peptídeos, é necessário comprovar a segurança e a eficácia, tanto em homens quanto em mulheres, uma vez que o público-alvo desses produtos são homens e mulheres.

“Os estrogênios geram uma tendência maior a reações imunológicas; eles são estimuladores da cascata imunológica nas mulheres em relação à testosterona, que pode ser até um imunossupressor em alguns casos. É por isso que as doenças autoimunes são muito mais prevalentes no público feminino”, explica Patrícia sobre o risco elevado das mulheres ao usarem substâncias.


Em relação aos produtos comercializados, a farmacêutica ressalta que é recomendado que eles sejam sempre aprovados pela Anvisa, tanto oriundos da indústria farmacêutica quanto da própria agência, e contenham substâncias que já foram avaliadas e aprovadas pela agência e estão sendo fabricadas sob prescrição médica.

“Existem peptídeos hoje que são aprovados para uso cosmético. Então é um uso externo, não é um uso injetável. Fabricar estes produtos e disponibilizá-los ao público, essa mesma substância na forma injetável, torna-se um risco para a saúde de quem está usando”, destaca Patrícia.

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