Passageiros de países com ebola serão entrevistados e terão temperatura verificada em aeroportos do País
Ministro da Saúde anunciou novas medidas preventivas nesta sexta-feira (31) em Brasília
Saúde|Bruno Lima, do R7, em Brasília

A partir desta sexta-feira (31), os passageiros que chegarem ao País vindos de países com registro de ebola terão que passar por uma triagem no aeroporto. No momento do desembarque, eles serão entrevistados para saber se houve contato com pessoas infectadas e passarão por aferimento da temperatura. As novas medidas de monitoramento foram anunciadas nesta sexta-feira (31) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, em Brasília.
O pior surto de ebola já registrado matou quase 5.000 pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), principalmente na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Alguns grupos de ajuda criticaram a tímida resposta internacional no início da epidemia.
As novas medidas já começaram a ser adotadas nesta madrugada nos terminais do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em pacientes que vierem de Guiné, Libéria e Serra Leoa. O Ministério da Saúde espera que até o final do mês de novembro os aeroportos do Galeão no Rio de Janeiro, o Pinto Martins em Fortaleza (CE) e o Juscelino Kubitschek de Brasília (DF) também realizem os procedimentos. O governo federal pretende assim, monitorar os principais aeroportos que recebem voos internacionais no Brasil.
De acordo com o secretário de vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, na chegada ao Brasil, os passageiros receberão um folder com informações sobre a doença e sobre a gratuidade do sistema de Saúde do Brasil. Depois, eles terão a temperatura aferida por uma espécie de pistola e serão encaminhados ao posto da Anvisa nos aeroportos para serem entrevistados
— Nós estamos, ou por autoidentificação ou por controle do passaporte, identificando essas pessoas que tiveram nesses países nos últimos 21 dias.
Segundo o ministro da Saúde, o risco da incidência de casos de ebola no Brasil é “baixíssimo” e a medida foi tomada no sentido de orientar os estrangeiros que vierem dos países afetados, principalmente em relação ao SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com Chioro, nos três países que vivem o surto de ebola não existe atendimento gratuito.
— Nesses países, o sistema [de saúde] não é de acesso gratuito. Então, essas pessoas por dificuldade tanto econômica ou por temor de que possam ter qualquer tipo de represália não procuram atendimento.
O ministro considerou pequeno o número de passageiro vindo de países com casos de ebola e destacou que, desde o começo do ano até agora, o Brasil recebeu 529 pessoas que estiveram nestes locais.
— O Brasil não é uma rota de trânsito muito frequente com esses países.
Fiscalização em portos
De acordo com o ministro, os portos brasileiros também estão sendo monitorados, apesar do pequeno número de atracagens de navios vindos de Serra Leoa, Libéria e Guiné. Chioro informou que desde o início do surto de Ebola pelo mundo, apenas dois navios chegaram no Brasil vindo destes países. A previsão é que até o final deste ano, mais 5 navios com bandeiras da região afetada pela doença venham para o Brasil.
— Nós temos monitorado [os portos]. A Anvisa tem trabalhados em todas as identificações. Nós temos um volume, uma previsão de muitos poucos navios oriundos destes três países até o final desse ano.














